Noite de premiação dos concorrentes do “Ngoma Moçambique” foi dos “Langas”, para o orgulho de Hortêncio Langa
Vida e Lazer - Cultura
Escrito por Emildo Sambo  
Segunda, 03 Dezembro 2018 06:56
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«Quem sai aos seus não degenera». Este ditado popular, que assenta como uma luva na vocalista Xivel Langa e no baterista e percussionista Texito Langa, é o que se viu na gala de premiação aos concorrentes do “Ngoma Moçambique” – edição 2018 – na última sexta-feira (30), na capital moçambicana. Os irmãos Xixel e Texito Langa, filhos do conceituado músico Hortêncio Langa, arrebataram os galardões de “melhor canção” e “revelação”.

Hortêncio Langa esteve no evento. Atentamente, viu e ouviu os filhos actuarem como se ensina a alguém, durante longos anos, para vencer em qualquer circunstância. Seja qual for o adversário.

Que o diga Xixel Langa, que de prémio “melhor voz feminina”, em 2017, passou a “melhor canção”, nesta edição do “Ngoma”.

No ano passado, a honra coube a Cambezo. A “melhor canção” recebe a maior premiação em dinheiro e várias outras recompensas, seguida da “canção mais votada” e da “canção mais popular”.

Xixel Langa, cujo primeiro CD existe no mercado desde 2017, concorria com Aly Aboobacar e Juma Kombola, interpretando o tema “Moçambique”.

Hortêncio Langa levantou-se a sorrir, bateu palmas, estendeu os ombros e o orgulho de pai, inspirador, mestre, etc, tomou conta de si. Interpretando a canção “Wansati” (mulher), Rodália Silvestre venceu o prémio “melhor voz”.

No “Ngoma 2017”, ela foi “revelação feminina”, que em masculino este ano ficou nas mãos de Texito Langa, concorrente com a canção “Chopifunk”. Ele inspira-se nos músicos Bob Marley, Peter Tosh, Steel Pulse e Black Uhuru.

Saliente-se que Rodália Silvestre terá ainda direito de gravar um CD patrocinado pelo Ministro da Cultura e Turismo, segundo os apresentadores da gala Carlos Anselmo e Rosa Maciel.

Eles explicaram que o ministro daquele pelouro, Silva Dunduro, ficou bastante impressionado com a qualidade do timbre da voz da cantora.

O prémio “carreira”, atribuído a artistas com mais de 25 anos de carreira ininterrupta, coube ao músico Isaú Meneses.

Nas edições 2016 e 2017, os condecorados foram os conceituados músicos Salimo Mohammed e Xidimunguana, respectivamente.

O prémio “canção mais votada” ficou nas mãos de Juma Kombola, mercê da canção “Mapenzi”.

Na edição passada foi arrancado pelo artista Kota Balú. Em 2016, o condecorado foi o artista Anibalzinho.

Este ano, a “canção mais popular”, que durante quarto anos consecutivos foi, indiscutivelmente, ganho pelo músico Mr. Bow, está na prateleira de Liloca, mercê do tema “Tsova”. Ela deixou para atrás as cantoras Marlene e Tima.

Em 2017, a vencedora foi Lourena Nhate, que entrou na parada musical com o tema “Awu Hembi”. O “Ngoma Moçambique” é um concurso da música ligeira moçambicana – diga-se o maior, senão o único – promovido pela Rádio Moçambique (RM), há anos, e que reconhece os artistas.

Este ano, realizou-se a sua trigésima segunda edição. Ao todo concorreram 60 canções nas categorias acima premiadas, mas apenas 12 chegaram à final, por terem atingido uma ou mais vezes o primeiro lugar ao longo da competição. Marlene, Tima, Raquel Akungondo, Telmo Letela, Leynna Souto e Zacaraia foram os finalistas vencidos.

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Actualizado em Terça, 11 Dezembro 2018 07:36
 
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