Ex-médico de equipe de ginástica dos EUA é condenado a até 125 anos de prisão
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Escrito por Agências  
Terça, 06 Fevereiro 2018 07:39
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O ex-médico da equipe de ginástica dos Estados Unidos da América (EUA), Larry Nassar, foi considerado culpado nesta segunda-feira por um tribunal do estado de Michigan, que impôs uma pena de 40 a 125 anos de prisão por ter abusado sexualmente das suas pacientes, a sua terceira condenação pelo caso.

Este novo processo foi julgado em um tribunal do condado de Eaton (Michigan). Na primeira sentença, imposta por um tribunal federal em Dezembro, Nassar foi condenado a 60 anos de prisão. Na segunda, ditada no último dia 24 de Janeiro por uma corte do condado de Ingham (Michigan), o ex-médico recebeu uma pena de 40 e 175 anos.

O segundo julgamento foi marcado pela decisão da juíza do caso, Rosemarie Alquilina, de permitir a mais de uma centena de vítimas a exposição dos seus testemunhos antes de assinar a "sentença de morte" de Nassasr.

"Acertaram-me de forma profunda (...). As visões dos seus testemunhos estarão sempre presentes nos meus pensamentos", afirmou o ex-médico numa mensagem aparentemente dirigida a todas as suas vítimas e que foi lida pelo acusado antes de ser ditada esta nova sentença.

O processo concluído hoje também foi marcado uma imagem fora do comum, quando na última sexta-feira o pai de três das vítimas, Randall Margraves, pediu à magistrada que o deixasse cinco minutos "a sós em uma sala fechada com este demónio". Com a negativa da juíza, Margraves lançou-se sobre Nassar com a intenção de agredi-lo, mas os polícias no tribunal conseguiram evitar que o pai atingisse seu objectivo.

O caso do ex-médico, que está preso desde o final de 2016 após ser acusado de conduta sexual delitiva de primeiro grau com uma pessoa menor de 13 anos e posse de pornografia infantil, gerou grandes críticas nos EUA pela permissividade de algumas autoridades em relação às acusações.

Após diversos funcionários do alto escalão da Federação de Ginástica dos EUA e da Universidade de Michigan State pedirem demissão nas últimas semanas, o "The New York Times" acusou o FBI de não ter dado a atenção devida às acusações.

De acordo com o jornal, a demora do FBI nas suas investigações possibilitou ao ex-médico continuar abusando das suas pacientes, apesar de já ter sido acusado formalmente por algumas das suas vítimas.

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