Escrito por Redação  
Sexta, 19 Outubro 2012 14:32
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Os colaboradores da Rádio Comunitária de Macequece, sediada no distrito de Manica, província com o mesmo nome, iniciaram uma campanha contra a ex-coordenadora daquela estação emissora, Inês João Charomar, exigindo a sua detenção, sob acusação de ter desviado dinheiro e materiais de trabalhado.

Os aludidos bens são pertença da Associação Comunitária Macequece de Manica (ACOMAM), proprietária da Rádio Comunitária de Macequece.

O grupo indica que a ex-coordenadora apoderou-se de seis mil blocos fabricados pelos voluntários por obrigação dela. Os que desacataram as suas ordens sofreram descontos directos nos seus subsídios no valor de duzentos meticais cada a pessoa. Desviou 70 sacos de cimento, ferro de construção, 72 chapas de zinco que estavam destinadas à construção de um Centro Cultural da ACOMAM.

Em relação ao dinheiro os queixosos dizem que não houve transparência na aplicação de cinco mil dólares (USD 5.000) provenientes de um prémio que a Rádio Macequece ganhou num sobre as “Boas Práticas de Prevenção do HIV?SIDA”, em 2009.

Sobre Inês Charomar pesa igualmente a acusação de desvio de dez mil dólares (USD 10.000) doados pela Embaixada dos Estados Unidos da América em Moçambique, a 30 de Setembro de 2010, e oitenta e sete mil meticais (87.000mt) doados pelo Fórum Nacional de Rádio Comunitárias de Moçambique, em parceria com a UNICEF, para produção de programas infantis.

Este ambiente segue-se ao mal-estar que pairava entre aquela Rádio e o edil da província de Manica, Moguene Candieiro, por causa do encerramento da mesma estação emissora durante três dias sob suas ordens, com auxílio das polícias Municipal e de Protecção.

Segundo Rádio Catandica, Inês Charomar é também acusada de corrupção, burla, falta de respeito para com os colegas, intimidação aos demais fazedores daquela da Rádio Macequece, entre outros males que supostamente cometeu durante o seu exercício.

Agora faz-se lobbies para responsabilizá-la criminalmente. Refere-se ainda ela teria cometido estes erros com a cobertura do ex-presidente da mesa da assembleia, Simão Tomás Soares, que por sinal é seu esposo.

Ademais, os colaboradores da Rádio Macequece apontam também que solicitaram, a 02 de Agosto de 2011, ao Presidente da ACOMAM, a reposição destes bens, mas manteve-se calado até que pediu demissão.

No dia 26 de Maio do ano em curso, os membros da ACOMAM realizaram uma Assembleia-Geral Extraordinária, da qual foi eleita uma nova direcção do Comité de Gestão. Para a surpresa dos participantes, não houve apresentação do relatório de contas, nem das actividades da Rádio porque Inês Charomar esteve ausente sem nenhuma justificação.

Por seu turno, Charomar declina as acusações e justifica que teria pedido alguns bens por escrito à Direcção da ACOMAM.

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