Escrito por Alfredo Manjate  
Segunda, 28 Abril 2014 19:28
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A 56ª ronda do diálogo entre o Governo moçambicano e a Renamo, havida esta segunda-feira (28), não produziu nada de novo e foi marcada mais uma vez pelo impasse. As duas partes ainda não chegaram a consenso relativamente à missão dos observadores internacionais. Por outro lado, a Perdiz continua a exigir paridade na composição das Forças de Defesa e Segurança e deixa claro que só depois de o Executivo retirar as suas forças no distrito de Gorongosa, província de Sofala, é que irá entregar as armas a uma instituição credível e apartidária.

Segundo Saimone Macuiana, chefe da delegação da Renamo, a instituição credível para a entrega das armas seriam as Forças de Defesa e Segurança, mas só depois da integração dos seus homens a todos os níveis.

“Uma vez aceite o princípio de paridade em toda a estrutura das Forças de Defesa e Segurança, com maior ênfase para as Forças Armadas de Defesa de Moçambique e Polícia da República de Moçambique, a Renamo fará imediatamente a entrega de todo o armamento”, explicou Macuiana.

A Renamo reagia à proposta dos observadores nacionais de se criar uma base de trabalho que beneficie ambas as partes na solução do impasse, o que consistiria em confiar nos observadores internacionais para a cessação dos confrontos entre as forças governamentais e os homens armados da Renamo.

Entretanto, a delegação do Governo, chefiada por José Pacheco, ministro da Agricultura, considera que a composição das Forças de Defesa e Segurança proposta pela sua contraparte seria insustentável do ponto de vista da dinâmica que os homens da Renamo possam trazer.

“A Renamo chegou ao ponto de dizer que pretende que todos os seus militares que passaram à reserva e que estão a beneficiar de pensões sejam todos reintegrados nas Forças de Defesa e Segurança”.

As duas delegações, voltam a reunir na próxima segunda-feira, à pedido do Governo.

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