Escrito por Alfredo Manjate  
Terça, 08 Julho 2014 17:17
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Uma delegação da Renamo deslocou-se, esta terça-feira (08), à Procuradoria-Geral da República (PGR) para pedir esclarecimentos sobre a detenção, na segunda-feira (07), do seu membro, António Muchanga, à saída da Presidência da República, depois da quarta sessão do Conselho do Estado, órgão o qual ele é membro.

Em audiência com procurador-geral adjunto, os membros da "Perdiz", liderados pela chefe da bancada parlamentar deste partido, Angelina Enoque, expuseram suas preocupação em relação ao que consideram ser uma “ilegalidade” cometida pela administração da Justiça.

Aliás, a Renamo vai mais longe e diz que a forma como a detenção foi feita, sem mandado de busca e captura, afigura-se um “rapto” ao seu quadro que até ao início da tarde desta terça-feira encontrava-se nas celas da esquadra do Porto de Maputo.

Angelina Enoque sublinha que Muchanga foi “interceptado e raptado” sem nenhum mandado judicial, o mesmo procedimento que se seguiu aquando da detenção do brigadeiro Jerônimo Malagueta, também, membro da Renamo, no ano passado.

“Nós viemos para saber se isso é legal ou não nesta instituição que vela pela legalidade”, disse Angelina Enoque, para quem a reacção do magistrado do Ministério Público foi de que se os factos se sucederam tal como a Renamo conta, então “houve exagero” por parte dos agentes da Polícia.

A reacção, no entanto, não satisfez os quadros da "Perdiz" que consideram que se tratou de uma “ilegalidade”. “Neste momento, António Muchanga está numa prisão sem direito a visita dos colegas, dos familiares. Não tem direito à alimentação nem à sua medicação. (...) que significa que é mesmo para ele morrer na cadeia”, acrescentou a chefe da bancada da Renamo.

Para a Renamo, a detenção de Muchanga é uma forma que o regime encontrou para “calar a boca a todos os outros” mesmo aqueles que têm imunidade. “Mas essas pessoas foram indicadas para representar uma grande maioria deste povo e tem que continuar a falar e defender os interesses do povo”, conclui a líder da bancada da Renamo. Os advogados de António Muchanga estão a trabalhar no sentido de restituí-lo à liberdade.

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