Escrito por Coutinho Macanandze  
Quinta, 28 Agosto 2014 11:00
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Os recursos naturais que abundam em diferentes partes do território moçambicano podem constituir um factor de insatisfação, conflito e gerarem problemas de difícil solução para o Estado se os processos referentes à sua exploração continuarem a ser conduzidos de forma pouco transparente, segundo o Instituto de Estudos Sociais e Económicos (IESE).

O director daquela organização moçambicana sem fins lucrativos que realiza e promove investigação científica sobre problemáticas de desenvolvimento social e económico em Moçambique e na África Austral, Luís de Brito, disse que para se evitar uma catástrofe social urge que as autoridades apostem numa gestão transparente desses recursos, promovam um diálogo permanente com as comunidades onde decorre a exploração e haja uma direcção clara dos ganhos resultantes dessas actividades.

Segundo ele, questões tais como desigualdade social, agricultura e industrialização necessitam de um maior aprofundamento com vista a melhorar as políticas em vigor para o bem-estar social e tornar rentável a actividade extractiva dos recursos naturais.

Para Luís de Brito, a cessação do confronto militar entre o Governo e a Renamo deve servir de alicerce para que o processo eleitoral seja justo e transparente, apesar das dificuldades que se podem antever. A democracia deve ser reforçada, deve haver inclusão e convivência política e social pacífica entre os partidos políticos e cidadãos, com base no respeito das diferenças de cada uma das partes.

De referir que Luís de Brito falava na última quarta-feira (27), em Maputo, na IV Conferência Internacional do IESE, que decorre sob o lema “Estado, Recursos Naturais e Conflitos: Actores e Dinâmicas”.

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