Escrito por Redação Nampula  
Segunda, 22 Dezembro 2014 11:42
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Os oficiais superiores das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) afectos à Academia Militar “Marechal Samora Mioses Machel” em Nampula queixam-se de alegadas humilhações e suspensões arbitrárias, protagonizadas pelo comando daquele estabelecimento de ensino militar, sem justa causa. Alguns oficiais que ostentam altas patentes militares aguardam por novas ordens nas suas próprias casas há mais de seis meses.

Quando a disciplina interna se põe em causa a favor de outros interesses, alguém decide quebrar o silêncio e denunciar as falcatruas por que passa no seu dia-a-dia. Os oficiais superiores das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) em serviço na primeira instituição de ensino militar de nível superior em Moçambique são exemplo disso.

Em defesa da Integridade e da Soberania Nacional, pelas quais prestaram o devido juramento, alguns militares contactaram ao @Verdade para denunciarem uma série de irregularidades supostamente praticadas pela sua direcção.

Os denunciantes queixam-se de alegadas suspensões arbitrárias, promovidas pela figura de Victor Muirequetule, comandante daquela instituição pública de ensino superior, sem o consentimento da direcção do Ministério da Defesa Nacional.

De acordo com as nossas fontes, que preferiram falar na condição de anonimato, em menos de seis meses três oficiais superiores foram forçados a abandonar o serviço sem uma justificção plausível. Dos suspensos, consta um coronel, um especialista em engenharia militar e um operador de blindados de reconhecido mérito.

Segundo os nossos entrevistados, a suspensão por tempo indeterminado de oficiais na Academia Militar acontece numa altura em que o quadro docente que ministra várias especialidades continua deficitário e dependente de apoio externo.

À margem da cerimónia de encerramento do sétimo curso de cadetes, havida na semana passada, a reportagem do @Verdade procurou ouvir a reacção do comando daquele estabelecimento militar e da direcção do Ministério da Defesa Nacional (MDN) mas, por questões de natureza burocrática, não foi possível.

Contactámos igualmente por via telefónica e de e-mails, o adido de impressa do MDN, o major Benjamim Marcos Chabualo, tendo na dia 19 nos enviado a seguinte resposta: “Acuso a recepção do seu e-mail e prometo em breve responder-lhe. Agradeço a sua paciência de não correr para publicar "em primeira mão"”.

Criada como instituição vocacionada à formação de oficiais de nível médio, em 2 de Outubro de 1978, aquele estabelecimento de ensino começou em 2005 a ministrar cursos de nível superior em diferentes especialidades.

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