Escrito por Redação  
Segunda, 23 Março 2015 09:05
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Em menos de dois anos, alguns cidadãos do município de Vilanculos manifestam-se descontentes com a gestão de Abílio Machado, a quem certos funcionários acusam de recorrer a métodos ditatoriais para tomar alguns decisões a favor de terceiros, como aconteceu, por exemplo, no caso que envolve a instituição que dirige e os donos do Complexo Samara, que chegaram a ser detidos e transportados para uma esquadra como se fossem cães, quando tentavam impedir a destruição de uma ponte aérea erguida com base em madeira e um muro de protecção costeira defronte das suas instalações.

Do rosário de problemas, consta ainda que em menos de um ano de mandato, Abílio Machado gozou 30 dias de férias e retirou supostamente das contas da edilidade 50 mil meticais para o efeito. Uma cópia do cheque enviada ao @Verdade indica que o valor foi sacado a 30 de Janeiro deste ano. Aliás, certos funcionários disseram ainda que o edil recorreu a um fundo doado pela UNESCO, destinado à gestão de resíduos sólidos, para pagar o 13o vencimento.

Instado a pronunciar-se sobre estes assuntos, aquando do jogo de abertura do Moçambola, o presidente do município de Vilanculos desvalorizou as reclamações alegando que se tratam de intrigas de pessoas mal-intencionadas. A edilidade nunca emitiu cheques a seu favor.

Refira-se que no ano passado, os citadinos e o município de Vilanculos viveram num ambiente de cortar à faca em resultado de uma proposta de venda do campo de futebol para dar lugar a um supermercado (Shoprite), cujo documento para o efeito já se encontrava na mesa de Abílio Machado. Este, na altura, disse que o barulho que existia em torno do plano, que parece ter falhado devido à contestação dos munícipes, era também um mal-entendido e considerou que o negócio que pretendia efectuar não era descabido.

Localmente, Abílio Machado tem o cognome de “pequeno ditador”em virtude dos desmandos a si imputados, por mandar destruir propriedades alheias sem supostamente seguir a lei e porque não tolera funcionários que estejam contra os seus interesses.

A família Amuji, por exemplo, cujo um dos membros foi forçado a retirar do interior da vila uma fábrica de blocos presumivelmente por causar poluição ambiental, queixa-se de ser vítima de perseguição por parte do edil de Vilanculos. O que não se compreende é que em contrapartida Machado autorizou a instalação de uma fábrica de tijolos junto à lagoa que alimenta aquele ponto de Inhambane, o que para os citadinos significa A aplicação de dualidade de critérios perante o mesmo problema.

Na senda das demolições, Paulo Baptista e a sua esposa Sabira Amuji, jamais irão esquecer as sevícias a que foram submetidos em Outubro de 2014, quando tentavam impedir que uma equipa do município de Vilanculos deitasse a abaixo a ponte aérea de madeira e o muro de protecção costeira acima referidos, construídos defronte do seu complexo turístico.

Paulo Baptista contou à nossa Reportagem que, nesse dia, ele a sua mulher foram agredidos fisicamente, algemados e colocados debaixo dos bancos de uma viatura do município, que era “escoltada” por outro carro da Polícia de Protecção. O que concorreu para esta situação foi o facto de ele é a esposa terem se posicionado em frente de uma máquina para impedir que entrasse a mesma em acção sem antes os polícias apresentarem um documento que autorizava tal destruição, pese embora houvesse um pré-aviso datado de 19 Setembro de 2014, dando um prazo de cinco dias para os donos procederem às demolições.

A família em causa chegou a pagar multas por causa desta situação que gerou um ambiente tenso entre ela e a edilidade. Descontente com várias medidas que considerava prejudiciais, Sabira Amuji, proprietária do Complexo Samara, endereçou algumas missivas ao município de Vilanculos, a pedir explicações sobre os motivos que levariam à destruição das suas instalações.

Para impedir que fossem lesados, Paulo Baptista e Sabira Amuji esgrimiram argumentos com base em leis, como é o caso do Decreto n°. 2/2004 (Regime de licenciamento de obras particulares), mas Abílio Machado nunca lhes deu ouvidos, segundo eles narram.

Para além de algumas multas pagas por se considerar que as obras em questão eram ilegais, Paulo e Sabira queixam-se também do facto de município nunca ter enviado para o terreno uma equipa para fazer a vistoria dos empreendimentos antes de serem deitados abaixo. A família Amuji remeteu o caso ao tribunal para exigir justiça.

Na semana passada, o @Verdade contactou, telefonicamente, Abílio Machado sobre estas inquietações. Ele sugeriu que nos deslocássemos para o município de Vilanculos a fim de ouvirmos a sua versão.

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