Escrito por Luís Rodrigues  
Segunda, 27 Abril 2015 07:53
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Na cidade de Nampula, 1.345 barracas em processo de construção e/ou desocupadas, das quais 592 no mercado 25 de Junho, vulgo Matadouro; 253 em Naloko e 200 no Waresta serão expropriadas pelas autoridades municipais, alegadamente por se encontrarem em situação de abandono.

O município sustenta que os proprietários das referidas barracas, consideradas covil de malfeitores à noite, ocupam desnecessariamente espaços que seriam aproveitados por outros comerciantes.

Saíde Ali Abdala, vereador de Promoção Económica, Gestão de Mercados e Feiras, em meados do ano passado foram realizados dois encontros com os donos dos estabelecimentos em causa e falou-se da necessidade de essas barracas serem usadas.

Houve anúncios de advertência aos proprietários, através dos órgãos de informação. A edilidade tinha estabelecido, em Outubro de 2014, um prazo de 30 dias para que os espaços fossem aproveitados mas ninguém cumpriu e o período foi prorrogado para mais um mês, findo o qual o problema prevaleceu até o dias que correm.

Na Assembleia Municipal, havida há dias, o presidente daquela autarquia, Mahamudo Amurane, pretendia submeter uma proposta de expropriação de todas as barracas em alusão mas recuou supostamente para dar mais uma oportunidade aos donos, de seguir as orientações da edilidade.

Entretanto, o vereador de Promoção Económica, Gestão de Mercados e Feiras, manifestou-se com o estado de abandono em que se encontram as referidas instalações e impedem a expansão dos mercados Junho, Naloko e Waresta.

Informações em nosso poder dão conta de que os proprietários dessas barracas alegam a falta de meios financeiros para concluírem as obras, uma vez que, para além da própria construção, gastaram muito dinheiro na tramitação do processo de licenciamento com vista à ocupação dos respectivos espaços.

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