Escrito por Luís Rodrigues  
Terça, 04 Agosto 2015 07:55
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Uma equipa das direcções Provincial dos Combatentes, do Centro de Recrutamento e Mobilização, dos Registos e Notariado e de Identificação Civil em Nampula escala as antigas bases da Renamoem Naquira e Cunqui (Meconta), Namilase (Murrupula), Grácio e Nanticua (Muecate), Namaquetho (Nacaroa ), Namige (Mogincual ), Mecua e Nampotho (Mogovolas), entre outras, paraidentificar e registar os ex-guerrilheiros da Renamo com vista a beneficiarem do Fundo de Paz e Reconciliação Nacional, aprovado no ano passado. Porém, a “Perdiz” recusa ocupar os seus lugares na Assembleia-Geral deste organismo porque reivindica igualdade na composição do mesmo.

Aliás, não é a primeira vez que o Governo mobiliza funcionários para o terreno com o objectivo de registar os desmobilizados de guerra do antigo movimento beligerante em Moçambique, mas nunca logrou sucesso porque poucos ou nenhum elemento deste partido dá a cara. José Graminho, director provincial dos Combatentes em Nampula, reconhece a situação.

Para a concretização deste plano foram previamente reunidos, entre 30 e 31 de Julho findo, os pontos focais dos 23 distritos que compõem Nampula, onde estão inscritos pelo menos 16.700 mil combatentes, excepto os ex-guerrilheiros da Renamo, que alegam que não se submetem a tal processo porque ainda aguardam ordens superiores.

O Executivo moçambicano injectou 10 milhões de dólares norte-americanos no Fundo de Paz e Reconciliação Nacional para a reintegração social dos desmobilizados de guerra, em particular do pessoal que esteve envolvido no último conflito militar, que terminou a 05 de Setembro passado com a assinatura do segundo Acordo de Paz, o qual está a ser infringido, de acordo com os signatários.

Na Assembleia-Geral do mesmo organismo, a “Perdiz” entende que, na qualidade de ela e o Governo serem os signatários dos acordos de paz, é legítimo que tenha três membros, os mesmos que a Frelimo, não quer também ser excluída da direção executiva do Fundo, pretende presidir o Conselho Fiscal e ter o mesmo número de directores-adjuntos, declarou António Muchanga, em declarações ao @Verdade.

Refira-se que o maior partido da oposição em Moçambique detém um número desconhecido de guerrilheiros e armas, o que contaria a Constituição, e nem o diálogo político com o Executivo tem sido a via eficaz para que o partido entregue os instrumentos bélicos em sua posse e “liberte” os seus homens para que o país não esteja numa situação de brincadeiras “aos soldadinhos”, conforme alude Ivone Soares, chefe da bancada parlamentar.

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