Escrito por Júlio Paulino  
Sexta, 31 Março 2017 07:20
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A recandidatura do edil de Nampula, Mahamudo Amurane, nas eleições autárquicas de 2018, pode estar fora de cogitação e a sua continuação ou não no Movimento Democrático de Moçambique (MDM) será decido em Dezembro próximo, no congresso desta formação política, disse o secretário-geral, Luís Boavida.

O MDM vive momentos de tensão devido a um braço-de-ferro que opõe Deviz Simango e Mahamudo Amurane.

Em Fevereiro passado, o presidente do município de Nampula disse à imprensa que no seu partido há gente que o quer ver pelas costas, supostamente por não compactuar com algumas atitudes que atentam contra os princípios de gestão da pública em detrimento dos interesses pessoais e partidários.

Mahamudo Amurane considerou tal situação um golpe antigo que está a ser orquestrado contra si já e tudo começou quando ele recusou ceder a certas pressões do partido e requisição de fundos para fins partidários, tais como aquisição de viaturas e combustíveis.

Ele disse ainda existem militantes que se opõem à expulsão de funcionários corruptos, alguns dos quais por serem membros do partido.

Na sequência, Amurane “gazetou” a Comissão Política do MDM realizada em Fevereiro último, na cidade que ele mesmo governa.

Face a esta situação, Luís Boavida confirmou que a não recandidatura de Amurane nas eleições autárquicas de 2018 resulta de pronunciamentos considerados desabonatórios em relação à pessoa de Deviz Simango.

O Congresso do partido terá lugar também em Nampula, em Dezembro próximo. Mas Luís Boavida se não pronunciou sobre a existência ou não de uma outra figura que, eventualmente, será o próximo candidato à presidência do município de Nampula.

O que assegurou é que supostamente ainda não foram identificados candidatos para os municípios de Nampula, Gurúè, Quelimane e Beira, todos sob a gestão do MDM.

Contudo, Amurane continua a merecer a confiança e, querendo, continuará a ser membros do MDM, disse Boavida, para quem as palavras de Amurane sobre o presidente do partido “mostram a há democracia interna e liberdades de opinião e de expressão".

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