Escrito por Emildo Sambo  
Sexta, 29 Dezembro 2017 06:45
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Os agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) que intervieram no socorro a Valentina Guebuza, no dia em que foi assassinada – 14 de Dezembro de 2016 –, supostamente pelo marido, Zófimo Muiuane, contrariaram o réu em sede do tribunal, na quinta-feira (28), afirmando, de forma unânime, em momentos separados, que ele confessou que tirou a vida da própria esposa. Porém, eles disseram que não conseguiram arrancar dele as motivações do acto.

Na noite daquele dia, dois cidadãos que se identificaram como seguranças da Casa Militar dirigiram-se à 2a. esquadra da PRM, Avenida Julius Nyerere, para participar uma ocorrência na residência do casal Zófimo Muiuane e Valentina Guebuza.

Xadreque Feliciano, de 35 anos de idade, é oficial de permanência naquela subunidade da corporação. Segundo as suas declarações, foi ele quem telefonou para os colegas que tinham sido escalados para a patrulha e deu orientações no sentido de se deslocarem ao local dos factos.

Ernesto Chivambo, 33 anos de idade, disse que era chefe da viatura acima referida. Ele e os colegas acompanharam as pessoas que acompanharam a vítima ao Instituto do Coração (ICOR).

No momento em que a vítima estava em observação médica, um dos seguranças da Casa Militar dirigiu-se ao carro da corporação e orientou que os policiais controlasse Zófimo porque ele é que tinha atentado contra a vida da consorte.

“Minutos depois começaram a aparecer alguns familiares” da malograda e do arguido, tendo este dito: “chefes, tirem-me daqui (...)”, contou o agente da Lei e Ordem.

No percurso ICOR/2a. esquadra “nós questionámos a ele [Zófimo] o que se passou e confessou que tirou a vida da esposa porque já estava cansado (...). Zófimo pareceu-me que não é uma pessoa de muita conversa”, explicou Ernesto, frisando que o réu não estava algemado.

As palavras do declarante a que nos referimos foram fielmente corroboradas pelos colegas, nomeadamente Armando Mário, Nazaré Cherene, Samuel Monjane e outro cujo nome o @Verdade não registou.

A defesa da vítima, o Ministério Público (MP), os juízes eleitos e a juíza do caso abdicaram de fazer perguntas aos declarantes, porque acharam que não havia necessidade para o efeito. Todavia, a defesa do réu, tentou ir pelo sentido contrário.

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