Escrito por Emildo Sambo  
Quarta, 25 Abril 2018 07:55
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Volvidas cinco semanas do recenseamento eleitoral, milhares de eleitores ainda não se inscreveram. Dos 8.063.982 cidadãos que o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) espera registar até 17 de Maio próximo, apenas 3.934.505 (48,79%) foram recenseados, a 23 dias do fim do processo. Pese embora este baixo resultado, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) disse esta terça-feira (24) que não equaciona prorrogar o período de inscrição.

Na província de Cabo Delgado, onde até o domingo (22) já tinham sido recenseados 71,98% eleitores, dos 502.481 previstos, o processo ainda não iniciou nos povoados de Xixano, Luzaca e Ntola, no distrito Montepuez, por causa da precariedade das vias de acesso.

Segundo Cláudio Langa, porta-voz do STAE, espera-se que os residentes daqueles pontos do país sejam abrangidos durante os dias que faltam.

Todavia, Cabo Delgado é a única província, dos 53 distritos com autarquias locais, que está perto próximo da meta.

Abdul Carimo, presidente da CNE, disse que nas últimas duas semanas do recenseamento houve pouca afluência e “Não temos nenhuma indicação de que, eventualmente, o processo possa ser estendido (...)”, porque o tempo que separa o fim do recenseamento eleitoral e o dia das quintas eleições autárquicas [10 de Outubro próximo] é curto (...).

Os cidadãos que optarem em deixar a sua inscrição para os derradeiros dias que estejam cientes de que haverá enchentes como tem sido habitual, alertou Abdul Carimo.

Segundo ele, as províncias do Niassa, da Zambézia e de Maputo, bem como a capital moçambicana “são as que nos tiram o sono”.

Contudo, “vamos tomar medidas excepcionais para elevarmos o número de eleitores (...)”. As mediadas em apreço consistem na intensificação das mensagens do apelo aos cidadãos para quem possam se recensear.

Por sua vez, Cláudio Langa admitiu que pelo menos na cidade de Maputo uma cidadã foi impedida de votar porque trajava uma blusa que deixava os ombros completamente à mostra.

O porta-voz do STAE classificou a situação de “excesso de zelo” e disse que os brigadistas foram orientados no sentido de não mais enveredarem por tal prática e permitam “o tolerável”.

Eis o quadro relativo ao progresso do recenseamento eleitoral por cada província:

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