Escrito por Adérito Caldeira  
Segunda, 30 Abril 2018 08:10
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Foto de Adérito CaldeiraA Procuradora Geral da República afirmou na Assembleia da República que alguns dos investimentos no sector imobiliário na capital moçambicana são provenientes do branqueamento de capitais. Esta relação apontada por Beatriz Buchili já havia sido feita em 2011 pelo seu antecessor. O @Verdade sabe que até alguns dos beneficiários das dívidas ilegais investiram os dólares que receberam em alguns dos mais luxuosos apartamentos edificados recentemente em Maputo.

“As mansões que se erguem diariamente em Maputo e os vários projectos de construção de condomínios servem de capa para dissimular ou esconder a origem ilícita da riqueza de muitos cidadãos” afirmou em 2011 o então Procurador-Geral da República, Augusto Paulino.

Foto de Adérito CaldeiraNa passada quarta-feira (25) a actual PGR disse durante a sua Informação Anual à Assembleia da República que: “O branqueamento de capitais conduz a acumulação ilícita de riqueza, daí os seus agentes, na posse de elevadas somas de valores, procuram mecanismos ardilosos para a sua ocultação, dissimulação e integração no sistema financeiro nacional através de investimentos no sector imobiliário e outras áreas”.

“Diferentemente do sector financeiro e outros, o sector imobiliário carece de uma entidade reguladora, facto que concorre para a fragilidade e deficiente fiscalização, podendo, deste modo, ser usado para actividades ou fins ilícitos como é o caso de branqueamento de capitais”.

Beatriz Buchili revelou que em conexão ao crime de branqueamento de capitais, durante o ano findo: “Foram instaurados 40 processos-crime, com 2 arquidos em prisão preventiva e 1 em liberdade provisória, contra 16, em 2016, o que representa uma subida em 24 processos”. A maioria desses processos foram registados na cidade de Maputo, seguido pela província de Nampula e a de Tete.

O @Verdade sabe que alguns dos funcionários e agentes do Estado que participaram das dívidas ilegais da Proindicus, EMATUM e MAM foram recompensados com pagamentos em dinheiro, que entrou em Moçambique em malas transportadas por cidadãos com passaporte diplomático.

À parte daqueles que investiram na restauração, em imprensa cor-de-rosa e em festas glamorosas, alguns desses cidadãos abonados com o dinheiro das dívidas ilegais investiram-no sector imobiliário de luxo que continua em franco crescimento na capital de Moçambique, apesar da crise económica e financeira.

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