Escrito por Emildo Sambo  
Quarta, 09 Maio 2018 08:11
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Volvidos 49 dias do decurso do recenseamento eleitoral [iniciado a 19 de Março último], dos 60 previstos para a concretização do processo que termina a 17 de Maio em corrente, o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) inscreveu tão-somente 5.366.384 (68.64%) da meta prevista.

O órgão revelou que a afluência aos postos de recenseamento tem vindo a reduzir, há quatro semanas. Por isso, apela ao bom senso de todos, no sentido de se registarem nos postos mais próximos das suas residências e não esperarem pelo último dia.

A província de Cabo Delgado é a que apresenta um registo promissor, acima de 92%, enquanto Inhambane e Gaza superaram ligeiramente os 81% e 85% das metas previstas, respectivamente.

Ao contrário do Niassa, que está abaixo de 47%, Nampula, Zambézia, Manica e Sofala estão acima de 70%, disse Cláudio Langa, porta-voz do STAE.

A capital moçambicana, ou seja, onde se concentram “o poder político, militar e judiciário” e outros, o registo de potenciais eleitores não passa de 56,34%.

A mesma tendência de baixos resultados segue a província de Maputo, com apenas 51,20%.

Inicialmente, os órgãos de administração eleitoral no país tencionavam recensear 8.500.000 de eleitores, mas reviram a meta em baixa, primeiro para 8.063.879 cidadãos e, agora, para 7.817.887.

Cláudio Langa explicou à imprensa que a revisão resultou “fundamentalmente do acerto que as delegações provinciais do Instituto Nacional de Estatística (INE) de Nampula, da Zambézia e de Manica fizeram em função da divisão administrativa dos distritos que sofreram alterações, em 2013”.

Segundo, previsão de eleitores tem como base os dados do recenseamento geral da população e habitação de 2007, e não de 2017, porque o INE ainda está em processo de compilação e analise da informação.

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