Escrito por Emildo Sambo  
Sexta, 25 Maio 2018 07:55
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O Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) recenseou 88,03% potenciais eleitores, dos 7.686.012 previstos, durante o processo que decorreu de 19 de Março passado a 17 de Maio corrente, anunciou o director-geral daquele órgão, Felisberto Naife, salientando que os dados são preliminares e satisfazem a instituição.

Mesmo depois de reduzir mais de dois milhões e quatrocentos mil eleitores, dos 8.500.000 inicialmente programados, o STAE parece ter falhado o alcance da meta.

A primeira diminuição foi fixada em 8.063.879 eleitores. A segunda, deste último número para 7.817.887, e deste – a terceira – para 7.599.200. Cláudio Langa, porta-voz do STAE, alegou que a redução se devia “fundamentalmente ao acerto que as delegações provinciais do Instituto Nacional de Estatística (INE) de Nampula, da Zambézia e de Manica, fizeram em função da divisão administrativa dos distritos que sofreram alterações, em 2013”.

Nesta quinta-feira (24), Felisberto Naife apresentou uma previsão de 7.686.012 eleitores e disse que, deste número, “foram inscritos 6.766.236 (88,03%), dos quais 3.147.056 (53%) mulheres e 3.619.180 (47%) homens”.

Segundo ele, na terça-feira (22) terminou a exposição dos cadernos eleitorais. Estes, os relatórios semanais de registos e demais materiais usado ao longo do processo estão a ser enviados para o STAE provincial com vista ao apuramento definitivo de cidadãos inscritos (...) e determinação de mandatos de cada autarquia.

As províncias de Cabo Delgado e Gaza são as únicas que ultrapassaram as metas, seguidas por Inhambane, com 99,71%. A cidade e província de Maputo também fracassaram no alcance das metas, mas Niassa, com 70%, registou a percentagem mais baixa em relação a todos os pontos do país onde decorria o recenseamento.

“Nas áreas autárquicas, o STAE tinha como previsão 4.328.818 eleitores, dos quais foram inscritos 3.910.474 (90,34%)”, afirmou o dirigente, ressaltando que as “percentagens atingidas nos distritos e nas autarquias são para nós satisfatórias”.

Durante os dois meses do recenseamento eleitoral, o número mais elevado de inscrições foi alcançado nos últimos quatro dias do processo, tendo sido registados 172.056 cidadãos, sobretudo no último dia, em que as brigadas encerraram à meia-noite.

Felisberto Naife disse que ficaram lições e desafios para o próximo recenseamento eleitoral, em 2019, tais como a necessidade de aprimorar as fontes alternativas de corrente eléctrica, melhorar da assiduidade e pontualidade dos brigadistas, as boas maneiras de atendimento ao público e a massificação da educação cívica.

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