Escrito por Emildo Sambo  
Segunda, 25 Junho 2018 22:44
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O Chefe do Estado moçambicano, Filipe Nyusi, disse que compreende a necessidade de a nova liderança da Renamo precisar de algum tempo para ser contextualizada sobre os passos anteriormente dados com o seu falecido líder, Afonso Dhlakama, em relação ao dossier sobre a paz, mas exige celeridade e avisa que “não há alternativa ao desarmamento, desmobilização e reinserção” dos seus homens armados. E o processo “deve começar já”.

Segundo o Presidente da República, ele e Afonso Dhlakama já tinham identificado as linhas de acção, a calendarização da implementação dos entendimentos alcançados. É por aí que, com maior celeridade, a Renamo deve seguir avante e de forma serena.

Falando à imprensa, na segunda-feira (25), após a deposição de uma corroa de flores, na praça dos heróis moçambicanos, em Maputo, por ocasião da comemoração do 43o aniversário da independência nacional [proclamada a 25 de Junho de 1975], o Alto Magistrado da Nação pronunciou-se sobre o estágio do diálogo político, numa altura em que há um impasse na Assembleia da República (AR), imposto pela Frelimo, que exige a desmilitarização da Renamo.

“Não há alternativa ao desarmamento, desmobilização e reinserção. E deve começar já”, afirmou Filipe Nyusi, reiterando que continuará a dialogar com a contraparte sem desperdiçar “o consenso que havia sido já encontrado, no que tange ao desarmamento, desmobilização e reinserção dos homens armados da Renamo (...)”.

“A consciência colectiva que temos disso é que nos faz lutar de forma incansável para que a paz nunca esteja comprometida. Foi com base neste pressuposto de paz que nos colocamos à disposição para um formato de diálogo directo com a liderança da Renamo”, disse.

O Chefe do Estado disse ainda que o Governo tem estado a defender a “não inclusão de novos elementos que podem ser considerados detalhes a ser objecto de decisão operacional do comando superior a nível da Forças Armadas de Defesa de Moçambique”.

Salientes que, enquanto o Presidente da República defende a reincorporação dos homens armados da Renamo na sociedade, esta formação política exige que o enquadramento seja nas Forças Armadas de Defesa de Moçambique, na Polícia da República de Moçambique (PRM) e no Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE)”, num processo que segundo Ivone Soares, chefe da bancada parlamentar da Renamo, “seria concretizado até Outubro” deste ano.

Por sua vez, Filipe Nyusi disse, na praça dos heróis, que está empenhado no sentido de o processo de descentralização e o diálogo prossigam “de modo que as eleições de Outubro próximo ocorram num ambiente de paz (...)”.

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