Escrito por Emildo Sambo  
Sexta, 31 Agosto 2018 00:07
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O tenente general e líder interino da Renamo, Ossufo Momade, afirmou que os cabeças-de-lista do seu partido, nos municípios de Maputo e Quelimane, sobretudo, são alvos de perseguição e chantagem política, engendrada pela Frelimo. Esta recorre à Polícia da República de Moçambique (PRM) para coactar as liberdades de participação política dos candidatos do maior partido da oposição, enquanto os seus fazem campanha eleitoral a seu bel-prazer, com protecção da própria corporação.

Ossufo Momade, que é também coordenador da Comissão Política Nacional da “perdiz”, considerou que a exclusão de Venâncio Mondlane das eleições autárquicas de 10 de Outubro próximo, pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), e a determinação de perda de mandato do edil de Quelimane, Manuel de Araújo, pelo Conselho de Ministros, “têm motivações políticas com vista a prejudicar a Renamo”.

Nos dias 18, 22 e 28, nos bairros de Xipamanine, Unidade 7 e Aeroporto, respectivamente, Venâncio Mondlane e outros membros da Renamo foram impedidos pela PRM de realizar livremente as suas actividades políticas.

A corporação está ao serviço da própria Frelimo e não dos moçambicanos, segundo o líder interino da Renamo, que falava a jornalistas baseados em Maputo, via teleconferência, na quinta-feira (30).

Ele ajuntou que o facto de Venâncio Mondlane ter sido intimado a comparecer à Procuradoria da Cidade de Maputo, para responder em torno de um caso de difamação, faz parte também de um estratagema da Frelimo para afastá-lo da corrida eleitoral.

E questionou “com quem a Frelimo pretende competir” nas eleições de 10 de Outubro “se, muito antes delas”, não permite que os adversários mantenham contacto com o eleitorado.

A “perdiz” queixa-se de estar a ser impedida pela Polícia de apresentar publicamente os seus cabeças-de-lista e demais candidatos, um pouco por todo o país.

Todavia, a mesma corporação é vista a escoltar os candidatos do “batuque e da maçaroca” e a garantir-lhes protecção nos seus autênticos “comícios de campanha eleitoral, com total cobertura mediática dos órgãos de comunicação social públicos”, disse Ossufo Momade.

Ainda de acordo com ele, não se percebe por que razão a Frelimo usa a Polícia para os seus interesses políticos, particularmente para limitar a participação da “perdiz”, enquanto o seu Governo está na mesa de conversações em busca da paz efectiva.

“A intolerância política e uso abusivo das Forças de Defesa e Segurança” coloca em causa a sinceridade do mesmo Executivo em relação à matéria sobre a paz, a reconciliação, a descentralização e a reintegração social e económica dos homens residuais da Renamo, ajuntou o tenente general.

No seu ver, tudo o que a Frelimo tem vindo a fazer contra a “perdiz” não passa de uma agonia, devido à sua necessidade de se manter de pé.

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