Escrito por Emildo Sambo  
Segunda, 08 Outubro 2018 07:45
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Foto de Emildo SamboO presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Abdul Carimo, afirmou, na última sexta-feira (05), em Maputo, que está profundamente afectado e ofendido com as acusações de que o órgão que dirige fomenta o enchimento de urnas e a fraude nas eleições, a favor da Frelimo.

Tiram-lhe sono, sobretudo, o cognome de “ladrão de votos” e a incitação de que devia “ser preso”, por, alegadamente, nas eleições gerais de 2014, a CNE ter divulgado resultados sem os respectivos editais, o que a tornou obreira da vitória do partido no poder e do seu candidato, Filipe Nyusi.

Segundo Abdul Carimo, os boatos em torno de um hipotético “desvio de urnas e roubo de votos” a favor de um determinado concorrente “resultam em violência e agressões físicas. Os boatos não ajudam (...) num processo sensível como as eleições”.

Dirigindo-se aos representantes de partidos políticos, coligações de partidos políticos, grupos de cidadãos eleitores proponentes, organizações da sociedade civil e observadores eleitorais, o presidente da CNE considerou absurdo que os académicos e os líderes das formações políticas sustentem boatos com o intuito de descredibilizar um processo eleitoral feito com muita abdicação.

Carimo apelou “à responsabilidade e à seriedade” do partidos políticas, porque, de acordo com ele, as eleições são observadas por todos e não existe espaço para manobras.

Os materiais de votação encontram-se em todas as províncias e a sua distribuição pelos municípios iniciou semana há dias, disse a fonte.

Por sua vez, o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) deu instruções para os materiais em causa estarem à guarda dos departamentos de operações eleitorais nos distritos.

Cada departamento “é composto por uma pessoa da sociedade civil e três membros provenientes de partidos com assento parlamentar”, a Frelimo, a Renamo e o MDM.

“Ao entregarmos o material de votação a essas entidades queremos diminuir o nível de suspensões e acusações que, infelizmente, normalmente têm sido uma prática” recorrente “no nosso país”, declarou a fonte.

“Em jeito de desabafo, têm sido recorrentes as acusações de que os órgãos de gestão eleitoral em algum momento desviam os materiais de votação, muito em particular os boletins de voto ou os editais”, afirmou Carimo.

Quando o material de votação chega às províncias todos querem guarnecer, disse Carimo, salientando que a CNE e o STAE não se opõem.

Todavia, “quando um (partido) perde as eleições e outro ganha” surgem reclamações”, o que não faz sentido, porquanto as 4 chaves dos cadeados das lugares onde o material é armazenado ficam nas mãos dos representantes dos partidos políticos e ninguém é capaz de ter acesso ao mesmo material na ausência de todos.

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