Escrito por Emildo Sambo  
Quarta, 12 Dezembro 2018 08:11
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A União Europeia (UE) assegurou, na terça-feira (11), em Maputo, o apoio financeiro ao Desarmamento, à Desmobilização e à Reintegração (DDR) dos homens residuais da Renamo, processo que segundo o “Memorando de Entendimento Sobre Assuntos Militares”, assinado pelo Governo e pela Renamo, deverá levar 210 dias (sete meses), contados a partir de 06 de Outubro passado, data em que o Presidente da República, Filipe Nyusi, anunciou o seu início.

A UE faz parte do grupo de contacto para o processo de paz em Moçambique. Após ser recebido pela presidente da Assembleia da República (AR), Verónica Macamo, o embaixador daquela organismo acreditado no país, António Sanches-Benedito Gaspar, disse à imprensa que está a mobilizar 50 milhões de euros para fazer face ao DDR.

Contudo, na semana finda, Filipe Nyusi, mostrou-se agastado com a demora da Renamo em apresentar a lista completa dos seus oficiais para efeitos de desmilitarização, desmobilização e reintegração.

Na sequência, ele apelou àquela formação política para apresentar ao Governo, com urgência possível, a lista em questão.

Os apelos do Chefe do Estado surge dias depois de, em finais de Novembro passado, o porta-voz da Renamo, José Manteigas, ter dito à imprensa, à margem do Conselho Nacional, em Gorongosa, que apenas 14 oficiais foram integrados nos ramos de Defesa e Segurança, há algum tempo. Depois disso, não houve mais nada (...).

O político falava num tom de reclamação, que sugeria que o Executivo estaria a ser lento na satisfação das exigências da “perdiz” relativamente à matéria em alusão.

Nyusi disse, a partir da província de Nampula, onde orientava uma cerimónia de graduação de estudantes finalistas na Academia Militar Marechal Samora Machel, que iria dar instruções ao Ministério da Defesa Nacional (MDN) para preencher provisoriamente as vagas livres, que já deviam ter sido ocupadas pelos oficias da Renamo. “Isso vai acontecer enquanto esperamos pela lista definitiva” deste partido.

Após o encontro que durou pelo menos uma hora, com o embaixador da UE, Verónica Macamo considerou que o apoio desta organização à DDR “é muito porque não é possível” pretender desmobilizar pessoas sem pensar no futuro das mesmas e como serão reintegradas na sociedade.

António Gaspar, declarou que o encontro serviu para discutir vários assuntos, dos quais a forma de a sua instituição “ser mais eficaz” no apoio ao Parlamento moçambicano na governação e consolidação do sistema democrático. O encontro serviu igualmente para falar das eleições autárquicas que tiveram lugar no dia 10 de Outubro e das gerais marcadas para 15 de Outubro de 2019.

“Na Europa, também teremos eleições em Maio” próximo, por isso, a discussão estendeu às formas como “podemos trocar experiências” em tornos desses processos eleitorais. A UE vai ainda mobilizar fundos no sentido de apoiar as acções de capacitação e aprovação da legislação que for necessária no contexto das eleições gerais.

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