Escrito por Adérito Caldeira  
Domingo, 27 Janeiro 2019 21:03
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Embaixada dos EUAOs Estados Unidos da América(EUA) responderam nesta sexta-feira(25) a acusação de ingerência no ciclo eleitoral autárquico do ano passado em Moçambique, o Encarregado de Negócios da sua Embaixada em Maputo que afirmou que os investidores “Vão querer garantias significativas de eleições livres e justas em 2019”. Sobre as dívidas ilegais Bryan Hunt deixou claro que os EUA esperam “acções robustas nos tribunais criminais”.

Após o Presidente Filipe Nyusi ter afirmado “a necessidade de se pautar pela postura vertical, de isenção e observância do princípio de respeito mútuo e não ingerência em matérias domésticas dos Estados. Nas eleições passadas foram observadas algumas tendências referenciadas em certos relatórios, contudo, auguramos que as mesmas não prevaleçam neste ano e que sirvam de lição”, numa clara alusão as posições dos EUA sobre o pleito manchado por inúmeras irregularidades e evidências de fraudes o Encarregado de Negócios da Embaixada norte-americano declarou que embora Moçambique vá acolher a 12ª Cimeira Anual de Negócios Estados Unidos – África, em Junho próximo, os investidores do seu país vão “querer ver progressos concretos na implementação do desarmamento, desmobilização e processo de reintegração prometidos ao abrigo desses acordos. Vão querer garantias significativas de eleições livres e justas em 2019.”

“Quero salientar, portanto, ao governo como à Renamo, que o progresso rápido nestas áreas será essencial para o bem-estar económico e apelar a que redobrem esses esforços de desmilitarização e reforma eleitoral, com o apoio total da comunidade internacional” disse ainda Hunt, que representa os EUA enquanto o novo Embaixador não chega a Maputo, no evento que contou com a participação do primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário.

Bryan Hunt referiu ainda a preocupação norte-americanos sobre a corrupção em Moçambique com especial ênfase as dívidas ilegais da Proindicus, EMATUM e MAM: “Todos nós sabemos bem o impacto da questão das dívidas ocultas, não só sobre os indicadores macroeconómicos de Moçambique, mas também na vontade dos investidores estrangeiros arriscarem o seu dinheiro e reputação nesta economia. Embora não exista uma resposta fácil, procurar esconder ou encobrir os detalhes do escândalo não vai atenuar essas preocupações.”

O representante do EUA em Moçambique deixou claro que embora sejam “louváveis” as acções do Presidente Nyusi para melhorar a transparência, responsabilização e de iniciar um diálogo nacional anticorrupção, “As acções civis da Procuradoria-Geral da República através do Tribunal Administrativo são um primeiro passo bem-vindo no sentido desta responsabilização, e os Estados Unidos esperam que quando apropriado, sejam complementadas por acções robustas nos tribunais criminais.”

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