Escrito por Adérito Caldeira  
Quinta, 31 Janeiro 2019 06:06
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A evidente falta de responsabilização dos grandes corruptos durante os 4 anos de governação de Filipe Nyusi afundou Moçambique no Índice de Percepção da Corrupção: em 2015 o país ocupava a posição 111 e em 2018 está no lugar 161. Na Região Austral de África mais corruptos do que a “Pérola do Índico” somente o Zimbabwe, a República Democrática do Congo e Angola.

Transparencia Internacional 2019Os discursos do Presidente Nyusi reafirmando firmeza no combate à corrupção não encontram resposta na Justiça, quiçá pelos compromissos políticos que impedem uma real separação dos poderes em Moçambique.

A falta de responsabilização criminal nos casos Embraer, Odebrecht, dos funcionários fantasmas e das dívidas ilegais são algumas das evidência que mantiveram o nosso país entre os mais corruptos do mundo no ranking do ano passado, divulgado na segunda-feira(28) pela organização Transparência Internacional (TI).

A chamada “Pérola do Índico” que obteve 23 pontos, menos dois que em 2017, está na posição 161, dentre 183 países avaliados. Entre os 32 países membros da União Africana Moçambique é o 13º a contar do fim superando apenas o Zimbabwe, a República Democrática do Congo, Angola, Chade, Congo, Burundi, Líbia, Guiné Equatorial, Guiné Bissau, Sudão, Sudão do Sul e a Somália.

Quando Filipe Nyusi tornou-se Presidente o nosso país ocupava a posição 119, tinha obtido 31 pontos, durante o seu primeiro ano de governação até subiu para a posição 111 no entanto em 2016, ano da descoberta das dívidas ilegais da Proindicus, EMATUM e MAM, Moçambique caiu para lugar 142, com 27 pontos.

Mesmo após as constatações da Comissão Parlamentar de Inquérito à situação da Dívida Pública e dos detalhes revelados pela Auditoria da Kroll a Procuradoria-Geral da República tem-se mostrado incapaz, ou incapacitada, de acusar qualquer um dos cidadãos identificados quem assinou os documentos e recebeu dinheiro deste que é o considerado pela TI “um dos maiores escândalos de corrupção de África”.

O Índice de Percepção da Corrupção, da Transparência Internacional, criado em 1995, é um dos principais indicadores à escala mundial da corrupção no sector público, continua a ser liderada pela Dinamarca (88 pontos) e Nova Zelândia (87 pontos).

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