Escrito por Adérito Caldeira  
Sexta, 10 Maio 2019 06:51
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Foto de Adérito CaldeiraA Comissão Política da Renamo revelou nesta quinta-feira (09) que pretende que Afonso Dhlakama, o “pai da democracia e descentralização moçambicanas”, seja declarado herói nacional em Moçambique. Sobre o processo de Paz o maior partido de oposição disse que aguarda que os seus dez oficiais generais sejam nomeados para os cargos de Comando e Chefia no Comando Geral da Polícia da República de Moçambique.

“Em reconhecimento da dedicação, abnegação e sacrifício consentidos pelo saudoso presidente Afonso Machacho Marceta Dhlakama, pai da democracia e descentralização moçambicanas, os conselheiros foram unânimes em declara-lo herói nacional”, declarou Alfredo Magumisse, o porta-voz do órgão, após reunião ordinária decorrida em Maputo, acrescentando que o Conselho jurisdicional do partido Renamo foi instruído a “encetar todas as diligências junto das instituições competentes para o alcance deste desiderato de herói nacional”.

Questionado pelo @Verdade relativamente ao atraso no processo de pacificação, que o presidente do partido Frelimo disse na passada sexta-feira (03) ser responsabilidade do partido Renamo, Magumisse afirmou: “Se o Governo fizer o seu trabalho hoje, amanhã nós vamos dar o passo seguinte, de acordo com o Memorado (de Entendimento Sobre Assuntos Militares)”.

Foto de Adérito Caldeira“A lista já foi entregue, neste caso são oficiais generais que devem ser nomeados, quem os nomeia é o Comandante em Chefe, o Presidente da República. Antes que o faça a Renamo não pode dar outro passo”, esclareceu Afredo Magumisse em alusão a lista mista de dez oficiais que devem ser enquandrados em lugares de Comando e Chefia no Comando Geral da Polícia da República de Moçambique entregue no passado dia 15 de Abril, mas que deveria ter entregue em Agosto de 2018.

O porta-voz da Comissão Política do maior partido de oposição em Moçambique voltou a exigir a demissão “imediata” do director-geral do Secretariado Técnico da Administração Eleitoral, Felisberto Naife, a quem responsabiliza pessoalmente pela “avaria dos mobile ID, falta de fontes alternativas de energia, falta de boletins de recenseamento, avarias constantes de impressora e outros materiais necessários para o trabalho” do Recenseamento eleitoral que decorre desde o passado dia 15 de Abril e está previsto findar a 30 de Maio.

De acordo com o partido Renamo 329 postos de recenseamento eleitoral não estão a funcionar nas províncias de Cabo Delgado, Niassa, Zambézia, Manica e Sofala.

Magumisse denunciou ainda uma alegada “interferência abusiva e ilegal” de secretários dos grupos dinamizadores e líderes comunitários “que impedem a inscrição de cidadãos que acham serem dos partidos de oposição.

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