“Excesso de burocracia bancária” atrasa início da reabilitação da EN6 no centro de Moçambique
Destaques - Economia
Escrito por Correio da Manhã  
Segunda, 10 Novembro 2014 13:45
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Um alegado “excesso de burocracia bancária” na libertação da primeira tranche de 30% do valor correspondente a USD123 milhões do custo total do contrato de USD 411 milhões disponibilizados pelo Governo de Moçambique e Exim Bank, da China, está a dificultar/atrasar o arranque das obras de reabilitação e melhoramento da Estrada Nacional Número Seis (N6) entre a cidade da Beira e a vila fronteiriça de Machipanda numa extensão de 288 quilómetros.

Segundo o jornal Correio da Manhã, a empresa chinesa Anhui Foreign Economic Construction Sociedade Unipessoal, Lda. (AFECC), a quem foi adjudicada a empreitada, está a travar aturadas negociações em Maputo com as estruturas hierarquicamente superiores de tutela para a libertação dos respectivos primeiros fundos. O representante daquela construtora asiática, Vicent Teng, descreveu ainda que a situação assume contornos cada vez mais alarmantes, sobretudo nesta época chuvosa que pode mesmo deitar por terra qualquer empreitada, mormente na área susceptível a inundações como na baixa do Púnguè.

A Administração Nacional de Estradas (ANE) confirmou tal inquietação, consubstanciando que o assunto está a ser tratado centralmente entre o Fundo de Estradas e o Ministério das Finanças, tendo, porém, encorajado o empreiteiro a avançar com a mobilização do equipamento e montagem de estaleiros.

O projecto, que culminará com o reassentamento de uma média de 600 famílias, lançou nos finais de Outubro passado um estudo de impacto ambiental com auscultação pública em Manica, Chimoio, Gondola, Nhamatanda, Dondo e Beira.

Ao abrigo do projecto está prevista a construção de uma ponte sobre o Rio Púnguè, com 250 metros; um novo cruzamento desnivelado, três praças de portagem em Chimoio, Nhamatanda e Dondo; duas básculas; seis postos de controlo policial e 50 paragens de transportes públicos. Também serão reabilitados 1652 metros de pontes em diversos pontos da rodovia; sete aquedutos, para além do alargamento da via que passará a ter duas faixas de Machipanda a Inhamízua, e quatro de Inhamízua até a cidade da Beira.

O projecto está dividido em secções, sendo a primeira de 218,9 quilómetros; a segunda de 13; a terceira de 47 e a última de oito quilómetros.

Também será construído um novo cruzamento no Inchope, o qual terá como principal atractivo uma ponte aérea. A via que beneficia igualmente outros países do hinterland, nomeadamente os que se servem do Porto da Beira nas suas importações e exportações como Malawi, Botsuana, Zâmbia e RD Congo, regista um intenso tráfego diário estimado em três mil veículos ligeiros e pesados.

Esta empreitada, prevista para ser realizada em 36 meses, teve a primeira pedra lançada no dia 9 de Julho passado pelo Chefe do Estado, Armando Guebuza, no posto administrativo de Tica, distrito de Nhamatanda, em Sofala.

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