Velhas estratégias para combater velhos problemas no comércio moçambicano
Destaques - Economia
Escrito por Emildo Sambo  
Terça, 12 Dezembro 2017 07:27
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Os desmandos protagonizados pelos agentes económicos e/ou proprietários de alguns supermercados e estabelecimentos comerciais continuam arrepiantes e reúnem todas as condições para colocar a saúde dos moçambicanos pode estar em perigo. Segundo a inspectora-geral da Inspecção Nacional de Actividades Económicas (INAE), Rita Freitas, os problemas de higiene e limpezas, por exemplo, fazem-se sentir igualmente nos estabelecimentos comerciais que funcionam nos aeroportos do país, onde se esperava que a situação fosse saudável.

Nesses locais, não só os operadores não dispõem de licenças para o exercício das suas actividades, como também não fixam preços dos produtos.

Estes são apenas parte de problemas muito antigos que ocorrem nos mercados, supermercados e estabelecimentos comerciais e afins do país, mas que têm sido debelados com recurso às mesmas medidas, diga-se com pouco efeito no que diz respeito à observância da disciplina.

Nesta altura ao ano, Rita Freitas alerta aos cidadãos para que não se deixem enganar com as promoções de certos artigos e/ou produtos, incluindo alimentares. Tal situação, de acordo com a aquela responsável, por vezes não passa de um artifício para aumentar as vendas e, sobretudo, despachar os produtos cujos prazos de validade está prestes a expirar.

“Nestes casos chamamos atenção ao consumidor: não se deixe emocionar com as promoções”, disse a inspectora-geral da INAE, reiterando que é preciso “comprar as quantidades necessárias” para evitar que a validade dos produtos adquiridos expire com o stock ainda em casa e sem alguém aperceber. Trata-se de promoções relâmpagos que não raras vezes induzem o consumidores a adquirir grandes quantidades sem ter em conta o prazo de validade.

“As promoções acontecem quando o produto está prestes a expirar o prazo (...)” e poucas pessoas têm tido o cuidado de verificar isso. Rita Freitas falava esta segunda-feira (11), em Maputo, numa conferência de imprensa destinada à divulgação das actividades do resultado da inspecção realizada semana passada.

De acordo com ela, as irregularidades não esgotam aí. Existem agentes económicos que reduzem ou mantêm o preço de determinados produtos só para ter mais clientes, enquanto diminuíram o peso.

Assim, “continuamos a monitorar os preços” em coordenação com o Instituto Nacional de Normalização e Qualidade (INNOQ), no sentido de assegurar o peso de produtos vendidos seja real.

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Actualizado em Quarta, 13 Dezembro 2017 09:05
 
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