Energias renováveis chegam as Comunidades do corredor de Nacala
Destaques - Economia
Escrito por Júlio Paulino  
Terça, 29 Maio 2018 07:48
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Membros dos comités de Gestão dos Recursos Naturais de alguns distritos localizados ao longo do corredor de Nacala, nas províncias de Nampula e Zambézia, beneficiaram semana passada de um workshop em matéria de manuseamento de meios referentes a energias renováveis, nomeadamente fogões melhorados e lâmpadas, como forma de combater a desmatação das florestas nativas para o uso da lenha.

Pretende-se ainda com a iniciativa expandir a disseminação do uso de lâmpadas de baixo custo para as comunidades que não dispõe de energia da rede nacional de Cahora Bassa. Aliás, para o caso dos fogões, trata-se de uma inovação que consiste no uso de barro obtido localmente e sem custos para o efeito.

A directora executiva da Livaningo, Sheila Rafi, organização mentora do programa, referiu que, numa primeira fase, foi identificada a comunidade de Mataria, no distrito de Ribáuè, da província de Nampula, que foi contemplada a disseminação desta iniciativa, incluindo o pagamento faseado das lâmpadas que podem ser usadas em residências e bancas, sobretudo para o grupo de mulheres onde desenvolvem actividades de renda.

Aliás, numa primeira fase serão alocadas perto de duas mil lâmpadas cujo processo de gestão na sua aquisição estará a cargo do comité de gestão dos recursos naturais daquela parcela do país.

Outras comunidades beneficiárias, são as de Gurué na província da Zambézia, Mutuali, distrito de Malema, Ribáuè, Mecúburi e Meconta, na província de Nampula.

Num outro desenvolvimento, o mesmo workshop, cujo distrito anfitrião foi Ribáuè, os membros dos comités de gestão manifestaram o compromisso em prosseguir com acções de advocacia em defesa dos recursos das suas áreas de circunscrição, face a demanda de cidadãos de várias origens que escalam o corredor, supostamente para direcionar os seus investimentos.

Referiram igualmente que os vários conflitos de terra, com se debatem nos últimos, como exemplos amargos de vários cidadão que entraram nos distritos simulando tratar-se de investidores, tendo para o efeito usurpar suas terras.

Para além do manuseamento dos fogões e lâmpadas, foram debatidos temas relacionados com o funcionamento dos Comités de Gestão, processo de documentação com destaque para elaboração de actas dos encontros, planos de actividade, relatórios, entre outros.

Advocacia na gestão de conflitos, melhoria das relações com as autoridades locais, elaboração de exposições sobre eventuais problemas que poderá afectar a maioria, constaram do rol das matérias aprendidas.

O @Verdade viajou a convite da Livaningo

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