FMI prevê que depois do PIB cair para 1,8 vai haver “uma recuperação para 6 por cento liderada muito pela agricultura”
Destaques - Economia
Escrito por Adérito Caldeira  
Terça, 21 Maio 2019 01:07
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Foto de Adérito CaldeiraO Fundo Monetário Internacional (FMI) confirmou nesta segunda-feira (21) a projecção avançada pelo @Verdade que a economia de Moçambique vai desacelerar para 1,8 por cento devido ao impacto do Ciclone IDAI. Contudo Ari Aisen projecta “uma recuperação para 6 por cento liderada muito pela agricultura”.

Enquanto o Governo continua por rever em baixa o impacto do Ciclone Idai na economia nacional o FMI reviu o cenário macroeconómico de Moçambique. “Tanto o Idai como o Kennth vão causar uma revisão na taxa de crescimento, a nossa projecção era de 3,8 por cento antes do Idai acontecer, hoje a nossa projecção é de 1,8 por cento, claramente uma queda do desempenho da economia moçambicana esse ano, mas uma recuperação para 6 por cento liderada muito pela agricultura”, indicou o representante do Fundo em Moçambique.

Ari Aisen, que apresentou em Maputo as Perspectivas Económicas para África Subsariana e Moçambique, disse que o impacto destas Calamidades Naturais: “É o que a gente chama ajuste em V, a verdade é um desempenho em V”.

A boa notícia, de acordo com o representante do FMI é que “não é um choque que vai requerer muitos anos de crescimento para poder compensar”.

Após a queda de 2019 e a retoma em 2020 o Fundo Monetário perspectiva que a economia moçambicana volte “para os 4 por cento, antes dos grandes projectos onde o crescimento dispara”, para 9,2 em 2023 e ultrapassa os 11,5 por cento em 2024, quando o projecto de exploração de gás natural na Área 1 da Bacia do Rovuma deverá entrar na fase de produção e exportação.

Fundo Monetário Internacional

Entretanto o @Verdade questionou ao representante do FMI como é que a agricultura, envolta em tantos desafios e com taxas de produção baixas, vai liderar o crescimento económico já em 2020 se em 2018 contribuiu para o Produto Interno Bruto com 0,9 pontos percentuais e essa deverá voltar a ser a contribuição a partir do próximo ano.

“Quando você tem uma base estatística que cai muito, vinha com produção agrícola e depois há uma contracção, se restaurar a produção que havia anteriormente a taxa de crescimento será logo maior do que a anterior”, explicou Aisen.

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Actualizado em Quarta, 29 Maio 2019 08:15
 
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