Prime Rate em Moçambique baixa um bocadinho ainda sem reflectir descida da Taxa Mimo
Destaques - Economia
Escrito por Adérito Caldeira  
Segunda, 30 Setembro 2019 23:23
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Os bancos comerciais desceram nesta segunda-feira (30) mais um bocadinho o Indexante Único contribuindo para uma pequenina redução da Prime Rate do Sistema Financeiro moçambicano, porém ainda sem reflectirem a descida que taxa de Política Monetária (MIMO) do Banco de Moçambique (BM) teve em Agosto.

No passado dia 14 de Agosto o Comité de Política Monetária (CPMO) do BM decidiu reduzir a sua taxa MIMO de 13,25 para 12,75 por cento em mais uma tentativa de tornar o acesso ao dinheiro mais barato. Contudo esse 1 por cento está a ser reflectido muito devagar para os clientes dos bancos comerciais.

Após essa decisão do BM a Associação Moçambicana de Bancos (AMB) em vez de baixar também em 1 por cento o Indexante Único e forçar descida igual na Prime Rate em Setembro essas taxas reduziram somente 0,20 por cento. Para Outubro os banqueiros que operam em Moçambique continuaram a não reflectir toda descida da taxa MIMO e baixaram apenas 0,30 por cento.

Portanto em 2 meses que deveriam ter baixado em 1 por cento a Prime Rate os bancos comerciais teimam em reduzir apenas metade mesmo depois do banco central ter também flexibilizados as reservas obrigatória em Meticais o que deveria resultar em maior liquidez para o mercado.

A Prime Rate, taxa única de referência para as operações de crédito de taxa de juro variável e que resulta da soma do Indexante Único e do Prémio de Custo é usada como referencia pelos bancos comerciais no cálculo das taxas de juro para os seus clientes adicionando ainda um spread, que é a sua margem de lucro e risco em função dos tipos de crédito que vendem.

Somando à Prime Rate aos spreads que os três bancos que dominam o Sistema Financeiro praticam o preço do dinheiro acima dos 20 por cento em Moçambique, inviável para a maioria do sector produtivo sério e legal.

Também continua a manter altas as taxas de juro a intransigência dos banqueiros em reverem, em baixa, o seu prémio de custo, que pelo acordo existente deveria ser reavaliado a cada três meses, porém há 2 anos que não é mexido.

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Actualizado em Quinta, 10 Outubro 2019 07:23
 
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