Viaturas capotam e embaraçam o trânsito numa via improvisada pela ANE desde as últimas cheias na Zambézia
Vida e Lazer - Motores
Escrito por Cristóvão Bolacha  
Quinta, 19 Novembro 2015 08:28
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Foto de ArquivoO desvio criado pela Administração Nacional de Estradas (ANE), ao longo da Estrada Nacional número um (EN1), na região de Nampevo, província da Zambézia, em resultado da destruição da “ponteca” sobre o rio Namilate pela chuva, em Janeiro último, está a criar prejuízos sérios aos utentes. Tem sido recorrente as viaturas capotarem e, sem exagero, semanalmente, pelo menos cinco veículos de grande tonelagem tombam e vidas humanas e mercadorias perdem-se, para além de outros danos materiais avultados.

Desde as chuvas da época passada, Zambézia é um dos pontos de Moçambique cujos habitantes ainda não enxugaram as lágrimas em virtude das cheias que destruíram as suas casas e centenas de infra-estruturas, principalmente pontes de pequena dimensão que ligam os distritos ou as comunidades à EN1. Em algumas zonas críticas, a circulação de carros é feita por vias alternativas precárias, criadas pela ANE.

Em Nampevo, a destruição da “ponteca” não só faz com que os transportadores de carga demorem entregarem as mercadorias aos seus clientes, como também comprometem a colecta de receitas estabelecida pelos transportadores inter-provinciais.

O desvio é estreito e quando uma viatura de grande tonelada capota a circulação de outros meios circulantes fica comprometida. A chuva que caiu, hás dias, piorou a situação, o terreno tornou-se escorregadio e os veículos sem tracção não conseguiam passar.

Por exemplo, na semana finda, um camião capotou e a passagem de outras viaturas era quase impossível até que o proprietário conseguiu retirar o veículo recorrendo a meios próprios. Por conseguinte, os autocarros da Nagi Investiments, Maning Nice e Tanga Line, que seguiam para a região centro e sul, ficaram retidas em Nampevo por conta do mesmo camião que havia capotado.

Victor José, motorista de um dos camiões que capotou na região em alusão, lamentou os prejuízos que resultam o tombo de carros e disse haver necessidade de se intervir com urgência para evitar mais problemas.

Abdul Mussa, que também ficou retido por conta do tombo de um camião que seguia em direcção ao norte do país, mostrou a sua total insatisfação pelo facto de o governo local não ter reconstruído a “ponteca”, pois o desvio improvisado só causa estragos.

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Actualizado em Sexta, 18 Dezembro 2015 08:05
 
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