Jovens criam empresa fictícia e burlam famílias em Nampula
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Escrito por Redação Centro/ Norte  
Quarta, 01 Outubro 2014 21:23
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Três indivíduos que respondem pelos nomes de Sarajabo Abu, Guido Isac e Chante Salvador, desempregados e residentes em diferentes bairros da cidade de Nampula estão a ser procurados pelas autoridades policiais, na sequência de denúncias populares que dão conta de alegadas burlas a vários cidadãos, com promessas de emprego. Para alcançar os seus objectivos, os indiciados simularam a criação de uma empresa vocacionada à contratação da mão-de-obra, sobretudo para a juventude.

A inscrição para as diversas vagas seria efectuada mediante o pagamento de valores monetários que variam entre 500 e 700 meticais. Conforme apurou o @Verdade, dentre os vários sectores de actividade, os burladores davam como garantia de acesso de emprego e formação profissional nas empresas do ramo de construção civil, panificação e electricidade, higiene limpeza, hotelaria e turismo.

Segundo Joana José Cavalete, moradora do bairro de Mutauanha e uma das vítimas, passam já mais de cinco meses desde que submeteu à sua candidatura (depois de desembolsar 700 meticais) que não consegue estabelecer qualquer contacto com os visados que agora se encontram em lugar incerto.

A fonte diz que concorria à vaga de operadora numa suposta empresa de limpeza, no passado mês de Fevereiro, tendo para o efeito sido prometida que iria iniciar as actividades no mês seguinte, algo que não está a acontecer até este momento e não sabe do paradeiro dos indivíduos que, depois de consumado o acto, trataram de desligar os seus telemóveis.

Alberto Silva, de 27 anos de idade, morador do bairro de Natikiri, foi uma das centenas de pessoas que caiu nas “malhas” daqueles malfeitores. O visado concorreu a vaga de electricista nos meados de Fevereiro, depois de uma injecção financeira forçada de 700 meticais aos promotores de emprego. Volvidos hoje mais de sete meses, a promessa de emprego não passou de uma simples falsidade.

“Já tentei, por diversas vezes, falar com eles para obter esclarecimentos, mas não consigo porque andam com os telemóveis desligados” , afirmou o nosso entrevistado, visivelmente preocupado.

Entretanto, embora tenham reportado o caso as entidades competentes, algumas das vítimas da acção dos burladores não descartam a possibilidade de fazer justiça com as suas próprias mãos, em caso de um eventual encontro com os referidos jovens. Sobre esta matéria, a Policia, a nível daquela província de Nampula, diz ter reunido matéria que conduzirá a localização dos indivíduos, mas escusa-se a entrar em pormenores.

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