Reclusos da Cadeia Civil de Nacala-Porto reclamam melhores condições de vida
Destaques - Nacional
Escrito por Redação Nampula  
Segunda, 08 Dezembro 2014 09:58
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Reclusos da Cadeia Distrital de Nacala-Porto, também conhecida por Cadeia Civil, vivem em condições deploráveis que consistem na falta de alimentação adequada, precárias condições de higiene e de saúde, falta de água, entre outros problemas que concorrem para contraírem doenças tais como diarreias, tosse, malária e até mesmo VIH/SIDA em virtude da falta de meios de protecção.

Relatos de detidos naquela penitenciária dão conta de que o local é impróprio para albergar seres humanos, o que em certa medida denuncia uma violação grosseira das regras elementares de cárcere.

O desconforto dos reclusos da Cadeia Distrital de Nacala-Porto derivam também do facto de as necessidades biológicas serem feitas em sacos plásticos por causa da falta de água. Para o acesso à água potável para o consumo e higiene individual as vítimas desta situação deprimente dependem dos seus familiares, os quais levam para a prisão o precioso líquido em recipientes de cinco litros.

Segundo os nossos interlocutores, naquela reclusão algumas pessoas dormem no chão devido à falta de colchões e esteiras. A assistência médica e medicamentosa constitui outra inquietação, uma vez que que é feita quinzenalmente, independentemente das recomendações de especialista de saúde.

A deslocação para uma unidade sanitária ou tribunal para efeitos de audição ou julgamento é feita à pé, alegadamente por falta de meios circulantes. Informações apuradas pelo @Verdade dão conta de que naquele estabelecimento prisional nunca se implementou uma política ou trabalhos de reinserção social.

Devido à ineficácia do sistema jurídico, vários detidos têm a prisão preventiva fora do prazo. Gente considerada socialmente perigosa é misturada com os “ladrões de galinhas”. “Legalmente, as visitas são quinzenais e para termos visitas fora deste período os nossos familiares “furam” o esquema de segurança montado, mediante o suborno dos agentes correcionais com 50 maticais”, disse uma fonte.

Estas inquietações foram apresentadas na última quinta-feira (04) durante a visita do presidente do Conselho Municipal da Cidade Nacala, Rui Shong. O edil ficou sensibilizado com os problemas com que os reclusos se debatem e ordenou ao seu elenco para passar a abastecer água potável através de camiões-cisternas pelo menos três dias por semana.

Para aliviar o sofrimento daquela gente, Rui Shong alocou um viatura, colchões e esteiras para os reclusos. Refira-se que a Cadeia Vistrital de Nacala-Porto tem capacidade para 100 pessoas e actualmente albergar 65, das quais 25 estão em prisão preventiva.

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