Moradores do Vieira preocupados com o recrudescimento da criminalidade
Destaques - Nacional
Escrito por Redação Nampula  
Quinta, 22 Janeiro 2015 16:13
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Os residentes da zona do Vieira, no bairro de Murrapaniua, arredores da cidade de Nampula, queixam-se do recrudescimento da criminalidade, sobretudo neste período de falta de energia.

A situação de insegurança naquele zona residencial tem vindo a agravar-se desde o passado mês de Outubro, altura em que começou uma vaga de assaltos violentos a casas e mercearias por grupos de homens armados de catanas e outras armas brancas. As vítimas, na sua maioria, têm sido funcionários e comerciantes.

Falando ao @Verdade, Fátima Caetano, residente naquele bairro, disse que nas últimas duas semanas houve cinco assaltos a residências e duas pessoas foram, igualmente, atacadas por homens munidos de instrumentos contundentes. Em consequência disso, dois indivíduos contraíram ferimentos graves.

Anselmo Pedro, morador da zona do Vieira, afirmou que, nas primeiras duas semanas, duas mulheres foram violadas sexualmente e agredidas fisicamente por um grupo de cinco homens munidos de facas e paus. Quando estas pediram socorro a pessoas mais próximas, os malfeitores puseram-se em fuga. No mesmo bairro, duas casas foram vandalizadas e os proprietários perderam parte dos seus bens.

Benedito Gonçalves, secretário do bairro, disse que a falta de patrulha na calada da noite está, de certa forma, a contribuir para o recrudescimento da criminalidade naquela área residencial.

Por seu turno, a porta-voz do Comando Provincial da PRM em Nampula, Sizi Panguene, reconheceu a ocorrência da criminalidade naquela zona residencial assim como um pouco por toda a província, tendo reiterado que a sua corporação está a trabalhar com vista a repor a tão almejada tranquilidade pública naquele bairro. “Estamos a priorizar o contacto com as população, através da estratégica ligação Polícia/comunidade. A medida visa incentivar as comunidades a denunciarem eventuais casos de criminalidade, referiu.

Panguene avançou que, durante as primeiras duas semanas, foram desencadeadas diversas reuniões, tendo abrangido cerca de 1.120 pessoas em diferentes bairros, na sua maioria da cidade de Nampula.

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