Militares detidos por tentativa de assalto a um posto policial em Nampula
Destaques - Nacional
Escrito por Luís Rodrigues  
Terça, 05 Maio 2015 08:45
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O posto policial da Barragem instalado numa área de jurisdição da 3aesquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM) na cidade de Nampula ficou parcialmente destruído e sem uma parte dos seus bens em virtude de uma confrontação armada entre as Forças de Defesa e Segurança e os agentes da Polícia de Protecção, a 25 de Abril passado.

O incidente aconteceu quando uma secção das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), afecta ao Comando do Destacamento Militar da Barragem, invadiu aquela unidade policial para, supostamente, ordenar a soltura imediata de um dos seus colegas que se encontrava encarcerado por indícios de prática de crimes na comunidade.

Segundo Size Panquene, porta-voz do Comando Provincial da PRM naquela província, o acto não só culminou com a troca de tiros, como também com a neutralização de dois supostos cabecilhas do grupo de invasores que, com o primeiro detido, se encontram detidos no mesmo local.

Os moradores da zona da Barragem, posto administrativo municipal de Napipine, têm vindo a queixar-se de má actuação dos agentes das FADM, caracterizada por violações sexuais de mulheres, agressões físicas a cidadãos indefesos, disparos arbitrários, entre outras irregularidades que atentam contra a ética militar e perturbam a ordem e tranquilidade pública.

Fatigado com este tipo de comportamento, um grupo de populares preferiu fazer justiça pelas próprias mãos contra um dos elementos daquela unidade militar que se fez ao bairro para consumir bebidas alcoólicas e depois tentou ameaçar de morte um trabalhador de uma indústria de moagem, com recurso a uma baioneta de que era portador na altura, pelo simples facto de este lhe ter exigido o pagamento das suas contas.

Ainda de acordo com Size Panquene, em conexão com este assunto, a Polícia deteve o indiciado para averiguações, o que teria provocado a fúria nos seus colegas que se dirigiram em massa ao comando da PRM. Entretanto, a ordem e a tranquilidade pública foram repostas, mas as marcas de ódio em relação à presença dos efectivos militares na zona da Barragem continuam notáveis no rosto dos moradores.

O comandante daquela força, Constantino Amade, nega que os seus elementos estejam envolvidos em escaramuças com a população. A fonte alega ainda que indivíduos de conduta duvidosa que supostamente usavam as infra-estruturas militares como seus esconderijos estão agora a ver os seus planos criminais a caírem numa total frustração. \

Refira-se que aquela unidade militar foi reactivada em Outubro do ano passado, depois do início das hostilidades militares no centro e norte de Moçambique.

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