Presidente Nyusi demite terceiro ministro em menos de dois anos de mandato
Destaques - Nacional
Escrito por Adérito Caldeira  
Sexta, 25 Novembro 2016 08:43
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ArquivoO Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, mais uma vez sem indicar as motivações, exonerou nesta quinta-feira(24) o seu terceiro ministro em pouco mais de 1 ano e dez meses de mandato. Luís Jorge Manuel Teodósio António Ferrão já não é ministro da Educação e Desenvolvimento Humano. Irmão da primeira dama, Ferrão é reconhecido pelo seu profissionalismo e competência, quesitos que cada vez faltam mais no Governo, e é demitido enquanto decorrem os exames nacionais quiçá para que exista menos controle e não se repitam as reprovações em massa do ano passado.

Jorge Ferrão chegou com vontade de mudar a qualidade de Educação que se fazia em Moçambique, auscultou a tudo e todos para concluir o que era, e continua a ser evidente, o agora denominado capital humano(as crianças e jovens moçambicanos) não estão a aprender as habilidades necessárias para conseguir emprego.

Deu continuidade a reintrodução dos exames nas classes intermédias e ao regresso do ensino pré-escolar, assumiu como cavalo de batalha a colocação de carteiras nas escolas assim como a melhoria das salas de aulas e das condições dos professores.

É mérito de Jorge Ferrão o maior controle durante as avaliações e exames, que tiveram nas reprovações em massa de 2015 o seu epílogo, deixando à vista o que era por demais conhecido alunos cábulas e professores corruptos.

Conhecido por ser centralizador, Ferrão é o titular da Educação que ocupou o cargo por menos tempo, mas ainda assim liderou com competência o sector mais importante de qualquer País pois a aprendizagem de competências básicas é uma pré-condição para a melhoria da Saúde, igualdade de Género, crescimento económico equitativo e progresso sócio-democrático.

O antigo reitor da Universidade Unilúrio, que terá tipo na questão do comprimentos das saias das alunas um dos seus momentos menos bons, foi despromovido de ministro para dirigir a Universidade Pedagógica, um déjà vu ao que aconteceu com Pedro Couto.

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