Polícia moçambicana associa assassinato de seus membros à conexão com criminosos
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Escrito por Emildo Sambo  
Terça, 10 Janeiro 2017 07:41
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O Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM) considera que o assassinato de dois agentes seus, por desconhecidos, na última sexta-feira (06), no bairro do Alto-Maé e na zona de Chiango, na cidade de Maputo, pode ter sido um ajuste de contas, devido um provável envolvimento com gangue de criminosos.

Xavier Tocoli, do Departamento da Ordem e Segurança Pública, no Comando-Geral da PRM, afirmou que a instituição a que está afecto suspeita que um dos policiais recentemente crivados de balas tinham conexões com o mundo do crime.

“Nós acreditamos que podia estar ligado à rede de criminosos e pode ter havido um ajuste de contas. Esta é a nossa suposição (...)”, disse sem indicar, com precisão, a qual dos dois policiais se referia.

Xavier Tocoli, que falava em Boane, província de Maputo, no encerramento da “Operação Salama”, segundo a Rádio Moçambique (RM), disse que quem se envolve com os bandidos será por estes morto.

De acordo com ele, uma das vítimas era “recém-formada” e ainda ostentava a categoria de “guarda estagiário. A vida que levava era duvidosa e achamos que ele encontrou o que estava à procura, mas estamos a investigar”.

Na madrugada daquela sexta-feira, um membro da Polícia que respondia pelo nome Ibrahimo Momad, afecto à Polícia de Investigação Criminal (PIC) na cidade de Maputo, foi assassinado à queima-roupa, por pessoas ainda não identificadas, na Avenida 24 de Julho, em frente ao Restaurante e Discoteca Matchedge.

No mesmo dia, um outro suposto agente da PRM, de nome Ramiro, foi crivado de balas, na zona de Chiango, ao longo da Estrada Circular.

Sobre este último cidadão, Paulo Nazaré, porta-voz da Polícia na capital do país, disse que ele “nunca foi agente da PRM”, mas nas suas incursões maléficas apresentava-se como tal.

O posicionamento foi reforçado esta segunda-feira (09) por Bernardino Rafael, comandante da corporação em Maputo, que alegou que o finado nem sequer constava da base dados, em todo o país.

Porém, os familiares do malogrado e a Associação Moçambicana de Polícias, asseguram que Ramiro era agente da PRM.

Bernardino Rafael voltou a apelar aos indivíduos que supostamente detêm ilegalmente armas de fogo, com as quais causam terror nos país, sobretudo nos centros urbanos, onde a criminalidade parece ser mais intensa.

“Devolvam as armas, queremo-las bem guardas nas nossas mãos. Os munícipes da cidade de Maputo” com porte legal de armas de fogo “tragam-nas para a perícia” com vista a saber-se “quando é que dispararam, contra quem e porquê (...)”, declarou o comandante, ignorando, aparentemente, que em Moçambique quem detém armas é o Estado e cabe ao Governo impedir a sua circulação em mãos alheias.

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