Grupo armado invade comando da PRM e mata policiais no norte de Moçambique
Destaques - Nacional
Escrito por Redação  
Sexta, 06 Outubro 2017 07:41
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Um grupo constituído por dezenas de homens armados, todos mascarados e munidos de armas de fogo e brancas, assaltou três unidades policiais e matou dois agentes da Polícia e feriu outros cinco, na madrugada de quinta-feira (05), na vila-sede no distrito de Mocímboa da Praia, em Cabo Delgado.

O ataque visou, simultaneamente, por volta das 02h00 entre a noite e o amanhecer, o Comando Distrital da Polícia da República de Moçambique (PRM) de Mocímboa da Praia, o Posto de Controlo Policial de Awasse e a segunda Companhia da Polícia de Protecção de Recursos Naturais e Meio Ambiente.

Na mesma incursão, os atacantes apoderaram-se de várias armas de fogo, as quais foram supostamente usadas contra os agentes da Lei e Ordem. O @Verdade apurou de uma fonte policial em Cabo Delgado que não se sabe ao certo, ainda, quantas armadas de fogo foram roubadas pelos malfeitores, que se apoderam igualmente de milhares de munições.

“As concertações que até aqui fizemos indicam que foram roubadas oito mil munições. Mas há um trabalho no sentido de clarificar este número ou apurar a quantidade exacta do material bélico roubado. O que lhe posso assegurar é que isto virou um campo de batalha. A situação é mesmo de guerra mas a Polícia está a trabalhar no sentido de restabelecer a ordem e já temos reforço de diferentes especialidade (...)”, disse a nossa fonte, no princípio da tarde do dia em que os ataques tiveram lugar.

À imprensa, Inácio Dina, porta-voz do Comando-Geral da PRM, Polícia assegurou que os atacantes se comunicavam em português, kimwane e swahili e ainda não foi possível identificar o referido grupo de homens armados, que também sofreu baixas, para além da detenção de alguns elementos.

“Essa invasão e ataque foram feitos por mais de 30 homens com armas brancas e armas de fogo”, mas a Polícia alvejou mortalmente “três integrantes, deteve outros dois e recuperou duas armas de fogo” automáticas Avtomat Kalashnikov modelo de 1947, vulgo AK-47.

A situação criou alvoroço em Mocímboa da Praia, as instituições públicas e privadas encerraram e as pessoas movimentavam-se com receio e precaução e outras refugiaram-se em lugares que consideravam seguros, facto que obrigou as autoridades a reforçarem a segurança.

O @Verdade apurou que uma ambulância do Hospital Rural de Mocimboa da Praia foi atingida por disparos, o que impossibilitou a transferências de dois agentes da Polícias que se encontram gravemente feridos devido aos ataques, para o Hospital Provincial de Pemba (HPT).

Fonte policial disse à nossa reportagem, telefonicamente, que o meio circulante foi alvo dos disparos quando se pretendia socorrer algumas pessoas feridas. Até ao fim da tarde de quinta-feira, o grupo mantinha-se na vila de Mocímboa da Praia, fincando pé e a colocar o local dividido: de uma lado os atacantes e do outro as forças governamentais. A PRM Contudo, “é prematuro afirmar que a situação está controlada. Podemos avançar é que continua perseguição aos bandidos”.

Inácio Dina disse que não é conhecida a proveniência do grupo em questão e nem os motivos que levaram a tal incursão. “Preocupa-nos a dimensão do grupo, estamos a falar de mais de 30 homens armados e os pontos onde decorreram os ataques são cerca de 70 quilómetros” de distância “e os ataques aconteceram quase em simultâneo”.

Informações postas a circular pelas redes davam conta de que se trata do Al Shabab, um grupo terrorista e fundamentalista islâmico que actua na Somália e com ligações à rede Al-Qaeda. Sobre este aspecto, o porta-voz do Comando-Geral da PRM disse não haver, por enquanto, nenhuma indicação da natureza dos atacantes.

Aliás, para além de proibir as crianças de estudar e os pais de registá-las e aceder aos vários serviços tais como de saúde, o Al Shabab difunde sobremaneira mensagens de incitamento à desobediência às instituições do Estado. Há anos que o mesmo grupo marcou presença em regiões do norte de Moçambique, concretamente em Cabo Delgado. Acreditava-se nas altura, que o bando provinha da Tanzânia e do Quénia.

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