Retrospectiva 2017 - Julho
Destaques - Nacional
Escrito por Redação  
Quarta, 03 Janeiro 2018 07:00
Share/Save/Bookmark

Em Julho, as escondidas o Governo de Nyusi encareceu o custo de água potável canalizada, juntando-se aos restantes agravamentos que tornaram cada vez mais alto o custo de vida para os moçambicanos. No Desporto, os “Mambas” foram eliminados precocemente do CHAN em pleno estádio nacional do Zimpeto. Por fim, os moçambicanos avaliaram a metade do primeiro mandato de Nyusi como medíocre e com tendência para mau.

Governo de Filipe Nyusi torna o acesso a água potável canalizada 115% mais caro

O Governo de Filipe Jacinto Nyusi decidiu tornar o acesso a água potável canalizada, cujas ligações domésticas servem pouco mais de 2,8 dos mais de 26 milhões de moçambicanos, ainda mais difícil ao aumentar em 115% o custo da taxa de novas ligações domiciliárias. Um acção em claro contra-senso com os seus discursos onde não só tem prometido mais água para todos como afirmado que “a água é um requisito determinante para o desenvolvimento”. Além disso, esta decisão, deverá atrasar ainda mais o acesso universal e equitativo à água potável segura, que é um dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável.

O aumento que não foi publicamente anunciado consta da Resolução 01/2017 do Conselho de Regulação de Águas (CRA). “O valor total da taxa de nova ligação domiciliária doméstica a cobrar aos clientes não abrangidos pelo disposto no artigo 1 é de 4.300 meticais, valor sujeito à sua actualização”, contra os anteriores 2.000 meticais que eram cobrados desde 2010.

O @Verdade tentou falar com o director executivo do CRA mas não obteve nenhum esclarecimento para este aumento que se vem juntar aos restantes agravamentos que tornam cada vez mais alto o custo de vida em Moçambique. Entretanto na Resolução, a que o @Verdade teve acesso através do Boletim da República de 9 de Junho passado, pode-se ler o preço anterior “visava viabilizar maior acesso ao serviço de abastecimento de água às famílias de baixa renda. Contudo, torna-se necessário a sua actualização para melhor se circunscrever o benefício ao grupo alvo e se puder sustentar a sua continuidade”.

No entanto, de acordo com o diploma legal datado de 17 de Abril de 2016, as ligações do tipo “torneira no quintal”, para habitações sem canalização interna, continua a custar os anteriores 2.000 meticais que podem ser pagos em prestações não superiores a 14 meses.

Moçambique eliminado do CHAN pelo Madagáscar em pleno Zimpeto

A selecção nacional do Madagáscar derrotou Moçambique em pleno estádio nacional do Zimpeto. 0 a 2 foi o resultado que ditou mais uma eliminação precoce dos “Mambas” do Campeonato Africano para jogadores que que actuam nos seus países de origem (CHAN). “(...) Eu penso que o pormenor que decidiu de facto esta eliminatória foi um erro”, afirmou Abel Xavier em alusão a fífia do guardião Victor que entregou de bandeja a bola a Bela para abrir o marcador.

Os pupilos de Abel Xavier, quiçá inebriados com todo o marketing em torno do jogo, que teve como epílogo no sábado, dia 22 de Julho, o Presidente Filipe Nyusi a visita-los pessoalmente durante o último treino, entraram para a partida desta 2ª mão da 2ª eliminatória da Região Austral confiantes no empate 2 a 2, conseguido em Antananarivo há 1 semana, que lhes permitiria seguir em frente na qualificação só com um empate mesmo sem golos.

A precisarem de vencer os malgaxes assumiram o comando do jogo e diante de milhares de moçambicanos que acorreram ao estádio nacional do Zimpeto tornaram os “Mambas” inofensivos e ainda fizeram tremer os ferros da baliza de Victor. Os “Mambas” só perto do intervalo conseguiram criar perigo para a baliza adversária.

Depois do descanso, ainda em vantagem na eliminatória, mercê dos dois golos marcados fora, a selecção nacional equilibrou a partida e teve várias ocasiões para acertar na baliza do Madagáscar, só que faltava calma e a pontaria não estava afinada.

Moçambicanos avaliam metade do mandato do Presidente Nyusi como medíocre com tendência para mau

O @Verdade pediu aos seus leitores para fazerem uma avaliação da primeira metade da governação do Presidente Filipe Nyusi? “Infelizmente não tenho visto nenhuma evidencia dos carris de progresso que o chefe de estado menciona”, “as mazelas do anterior executivo se fazem sentir ainda”, “nunca se preocupou com problemas reais que afectam a população”, “pode ter havido também acções positivas da sua parte, mas na minha percepção os aspectos negativos são preponderantes”, “classifico o Nyusi como um aluno burro que quer passar de classe a todo o custo”, “a meu ver esta avaliação contradiz com o seu manifesto eleitoral, onde estava Moçambique”, são algumas das milhares de avaliações que recebemos.

“Na minha opinião sobre os dois anos e meio da governação de presidente Nyusi há muita coisa que não consegue, analisando o seu discurso de tomada de posse, visto que a primeira prioridade foi a paz, esse assunto ainda está em negociação talvez tenha razão porque envolve outras individualidades” começa por avaliar o leitor Cândido que acrescenta sobre a intenção do Presidente de permitir que todos os moçambicanos tenham oportunidade de participar na sua governação “esperava que ele deixasse alguns cargos para indivíduos pertencentes a outros partidos”.

Este leitor, residente na província de Inhambane, avalia ainda o bem estar da população como “um fiasco, visto que o custo de vida se multiplicou a dois ou mesmo a três” e desafia o Chefe de Estado a permitir “que a justiça seja feita sobre as dívidas ocultas e os infractores paguem por isso”.

Já o cidadão Nhancale da Zambézia, embora tenha gostado da iniciativa do Presidente Nyusi de encontrar-se pessoalmente com o líder do partido Renamo, considera “uma aberração este Governo, para mim precisa de uma remodelação profunda para além de que nada ele fez apenas terminou o que Guebuza deixou”, e desabafa que de positivo só viu “a vitória dos Mambas frente a Zambia”.

Comentar


Código de segurança
Atualizar

 
Avaliação: / 0
FracoBom