Ministro Maleiane esclarece que “não há acordo” com o banco russo sobre dívidas ilegais
Destaques - Economia
Escrito por Adérito Caldeira  
Terça, 13 Março 2018 07:58
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O ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, esclareceu esta segunda-feira (12) ao @Verdade que o Governo não fez nenhum acordo com o banco russo Vnesh Torg Bank (VTB) relativamente as dívidas de mais de 1 bilião de dólares norte-americanos contraídas ilegalmente pelas empresas Proinducus, EMATUM e MAM.

Na passada quarta-feira (07) durante a conferencia de imprensa conjunta com o seu homólogo da Rússia, Serguei Lavrov, que visitou Moçambique o ministro dos Negócios Estrangeiros, José Pacheco, garantiu que o Governo moçambicano e o banco russo VTB haviam chega a “entendimento sobre como sanar a dívida”. “Esteve cá o director-geral do banco russo que trabalhou com os sectores pertinentes nesta área e há um entendimento sobre como sanar a dívida. É uma questão técnica que está a ser trabalhada a nível dos pelouros responsáveis por seguir este processo”, esclareceu na ocasião o ministro Pacheco.

À margem da Conferência Anual do Sector Privado que aconteceu esta segunda-feira (12) em Maputo o @Verdade questionou o ministro da Economia e Finanças sobre que entendimento foi esse. Adriano Maleiane foi peremptório “não há acordo” e explicou o que o seu colega do Governo quis dizer foi que “há ideias, como a participação deles na próxima reunião”.

“O Ministério das Finanças já disse que no dia 20 de Março vai ter com os credores e um deles é esse banco”, precisou o ministro da Economia e Finanças, referindo-se a reunião agendada para Londres.

Em causa estão dívidas de 535 milhões de dólares norte-americanos contraídos pela Proindicus, mais 350 milhões contratados pela Empresa Moçambicana de Atum (EMATUM) e outros 118 milhões emprestados à Mozambique Asset Management (MAM) tudo com Garantias Soberanas emitidas pelo Executivo de Armando Guebuza violando a Constituição da República e as leis orçamentais e que são parte dos mais de 2 biliões de dólares contraídos, o montante restante foi endividado ao Credit Suisse, alegadamente para um projecto de protecção da Zona Económica Exclusiva de Moçambique que não existe.

Comentários   

 
0 #1 Rogerio paulo 16-03-2018 06:46
Se os dinheiros foram importados e não se sta a executar os progectos então k se devolva parte que ainda existe.se não confiscam os bens dos envolvidos vendem em leilões publicos e se devolva
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