Preços da comida continuam aumentar em Moçambique
Destaques - Economia
Escrito por Adérito Caldeira  
Quarta, 14 Março 2018 07:37
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Gráfico do Instituto Nacional de EstatísticaEmbora o Governador do Banco de Moçambique tenha anunciado o fim da crise para o povo que vive do trabalho honesto e mal remunerado os preços continuam insustentáveis como confirma o Índice de Preços no Consumidor (IPC), divulgado semana finda pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que revela que a inflação voltou a subir no mês de Fevereiro, pouco é certo, mas continua a ser influenciada pelo aumento dos preços da comida com destaque para o tomate, a cebola, a couve e a alface.

De acordo com um comunicado do INE em Fevereiro a inflação, baseada em dados recolhidos apenas nas cidades de Maputo, Beira e Nampula, aumentou 0,36 por cento, relativamente a Janeiro, “a divisão da Alimentação e bebidas não alcoólicas foi a que maior agravamento de preços registou com 0,20 (pontos percentuais) pp positivos”.

“Da análise da inflação mensal por produto, destaca-se o aumento dos preços do carvão vegetal (4,9 por cento), do tomate (3,8 por cento), dos veículos automóveis ligeiros em segunda mão (1,5 por cento), da cebola (5,2 por cento), da couve (8,3 por cento), do camarão fresco (13,7 por cento) e da alface (8,3 por cento). Estes produtos foram responsáveis por cerca de 0,32pp no total da inflação mensal”, refere o documento que estamos a citar.

O Instituto Nacional de Estatística nota que nos dois primeiros meses do ano, Moçambique registou um aumento de preços na ordem de 0,76 por cento. “A divisão de Alimentação e bebidas não alcoólicas, foi a principal responsável pela tendência geral de aumento de preços ao contribuir com aproximadamente 0,49pp positivos”.

“Desagregando a inflação acumulada por produto merece destaque o aumento dos preços do coco, da alface, do carvão vegetal, da couve, do Ensino Primário do 1o grau particular, da cebola e do peixe fresco. Estes comparticiparam com 0,47pp positivos do total da inflação Acumulada”, concluiu o INE.

Numa altura que iniciaram as negociações para os aumentos salariais, dos cerca de 2 por cento de moçambicanos que têm trabalho digno, importa destacar que o IPC apenas dos produtos alimentares agravou-se em mais de 22 por cento desde o início da crise em Abril de 2016. Portanto os aumentos deveriam pelo menos cobrir essa perda do poder de compra da comida.

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