Rigor na planificação do livro escolar gratuito e controlo na devolução pode evitar desperdício e insuficiência, segundo Conceita Sortane
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Escrito por Emildo Sambo  
Quarta, 08 Agosto 2018 23:04
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O livro de distribuição gratuita, anualmente alocado aos alunos do ensino primário das escolas públicas, continua sem cobrir a todos os destinatários e a escassez é sobremaneira visível no segundo e terceiro ciclos do ensino primário, onde, apesar da obrigação de os educandos devolverem este material didáctico no fim de cada ano lectivo, o défice persiste. Para a ministra da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH), Conceita Sortane, os gestores dos estabelecimentos de ensino devem aperfeiçoar a planificação e garantir que o material em questão seja devolvido à escola em bom estado para servir a outros alunos.

Para tal, disse a governante, é necessário garantir que a quantidade de livros de reposição esteja alinhada com os livros devolvidos e em bom estado pelos alunos no fim do ano.

Este o desiderato da instituição mas sabe-se que na prática vários livros retornam às escolas em deploráveis condições de conservação.

“Temos de aperfeiçoar a planificação e a distribuição do livro para que não continuemos a ter alunos sem livros em algumas escolas primárias do nosso país. O nosso desafio como sector reside na melhoria da relação entre os efectivos de alunos planificados e a quantidade de livros disponibilizados no primeiro ciclo do ensino primário”, disse a ministra, na quarta-feira (08), em Maputo, na abertura do conselho coordenador do seu sector.

Em relação aos docentes, ela orientou que, para além de garantir a sua formação e contratação, é preciso que os directores distritais e provinciais compreendam que “têm a obrigação profissional e moral de accionar todos os mecanismos ao seu dispor para que os professores recém-contratados não fiquem muitos meses sem os seus salários”.

Conceita Sortane disse, no outro desenvolvimento, que a principal aposta no ensino primário é a expansão de escolas que tenham todas as classes deste nível de ensino. No ensino primário, “a nossa taxa líquida de escolarização aos 6 anos na 1ª. classe continua a progredir e já atingiu 84.4 %, em 2017. O objectivo é garantir que todas as crianças tenham a oportunidade de completar a 7.ª classe”.

No presente ano lectivo, segundo a fonte, o ensino primário do 1o. grau funciona com 12.498 escolas frequentadas por 5.452.789 alunos, o que corresponde a 1.9% de crescimento em relação a 2017. No ensino primário do 2o. grau, a rede escolar evoluiu de 7.454, em 2017, para 7.915 escolas, em 2018.

Frequentam 954.196 alunos, representando um crescimento de 7%, disse a timoneira do MINEDH. O conselho coordenador realiza-se sob o lema “Por Uma Educação Inclusiva, Competitiva e de Qualidade”.

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