Retrospectiva Junho: Filipe Nyusi corta deficitário Orçamento para Agricultura e Moçambique
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Escrito por Redação  
Quinta, 27 Dezembro 2018 18:31
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Filipe Nyusi, que desde que assumiu a Presidência de Moçambique tem cortado a alocação da agricultura, cortou mais de 50 milhões de meticais ao orçamento aprovado para o sector que é constitucionalmente base do desenvolvimento nacional durante o primeiro trimestre de 2018. São menos de dez por cento do custo do jatinho novo comprado no ano passado.

A cada novo Orçamento de Estado (OE) o Presidente Nyusi contraria a sua promessa de que promoveria “o aumento de investimentos públicos e privados à agricultura, a pecuária e pesca”.

A Assembleia da República aprovou 13,2 biliões de meticais para a Agricultura e Desenvolvimento Rural no corrente ano, uma redução 27 por cento comparativamente a 2017.

Porém o @Verdade descobriu no Relatório de Execução Orçamental dos primeiros três meses de 2018 que o Governo, que continua a propalar que a crise está a ser ultrapassada para não ter de entregar a justiça os responsáveis pelas dívidas ilegais, na execução do OE voltou a cortar a verba inicialmente alocado e aprovada para o sector que deveria pelo menos produzir a comida que os moçambicanos precisam.

Foram reduzidos 5,5 milhões de meticais ao Orçamento inicialmente previsto para o funcionamento da Direcção provincial de Agricultura e Segurança Alimentar da província de Cabo Delgado.

Na instituição similar que funciona na província de Nampula foram reduzidos 2,1 milhões e 7,5 milhões foram retirados na verba de funcionamento da Direcção provincial de Agricultura e Segurança Alimentar da província da Zambézia.

Indiferente às bolsas de fome, as pragas e ao eterno problema de falta de extensionistas rurais o Executivo de Nyusi também cortou 9 milhões de meticais a Direcção provincial de Agricultura e Segurança Alimentar da província de Tete, outros 5,1 milhões foram reduzidos à sua congénere da província de Manica enquanto Sofala recebeu menos 1 milhões de meticais.

À Direcção do Instituto de Fomento do cajú na província de Inhambane foram retirados 1 milhão de meticais e 2,8 milhões foram cortados a Direcção provincial de Agricultura e Segurança Alimentar da província de Maputo.

Mas o maior corte foi feito à verba de funcionamento da Direcção provincial de Agricultura e Segurança Alimentar da província de Gaza, 11,2 milhões de meticais.

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