Somente 1 dos 15 diques de defesa contra cheias em Moçambique está bom
Destaques - Nacional
Escrito por Adérito Caldeira  
Quarta, 18 Setembro 2019 22:05
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A Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH) alerta que apenas o dique de defesa contra cheias da Bacia do Limpopo está em bom estado. Dois estão em mau estado e os restantes diques existentes em Moçambique, cuja reabilitação era um dos objectivos estratégicos do Plano Quinquenal de Filipe Nyusi, estão em muito mau estado.

“Mobilizar financiamento para a reabilitação de diques e construção de plataformas de refúgios nas bacias hidrográficas dos rios Maputo e Incomáti (Maputo), Limpopo (Gaza), Save (Inhambane e Sofala); Búzi e Púnguè (Sofala), Zambeze (Marromeu e Chemba, em Sofala; Tambara, em Manica) e Licungo (Nante, em Maganja da Costa, na Zambézia)” foi definido como objectivo estratégico da Prioridade IV do Governo de Filipe Nyusi em fim de mandato.

Decorridos 4 anos apenas o dique de defesa contra cheias da Bacia do Limpopo está em bom estado de acordo com documento da DNGRH apresentado semana passada no 6º Fórum Nacional de Antevisão Climática.

Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos

Os diques de protecção das bacias do Incomáti e Maputo estão em mau estágio.

Muito maus, segundo a Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos, estão os diques de defesa das bacias do Save, Búzi, Púnguè, Zambéze e do Licungo.

Entretanto o @Verdade apurou, no Balanço do Plano Económico e Social do 1º semestre de 2019, que para a reabilitação dos 5 quilómetros do dique de Xai-Xai “foi lançado concurso para a contratação da empreitada e fiscalização para a reabilitação do dique, estando em curso a avaliação das propostas. De referir que o projecto apresenta insuficiência de fundos para as obras estimadas em 60 milhões de Meticais, estando disponível apenas 5 milhões de Meticais”.

Em curso também estão as obras de reparação dos 10 quilómetros do dique de Nante, aguardando-se, de acordo com o Governo, “a autorização do financiador para a reestruturação do escopo de trabalhos, eliminando a zona vermelha definida no Plano Abreviado de Reassentamento e inclusão de novas actividades; (iii) realizada no dia 12/06/19 uma visita conjunta de avaliação dos danos, envolvendo o financiador, empreiteiro e fiscal para a elaboração do mapa detalhado dos custos inerentes e reabilitação”.

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