Global Financial Integrity estima fluxos ilícitos de 5,5% do PIB a partir de África Sub-saariana
Destaques - Newsflash
Escrito por Luís Nhachote  
Terça, 19 Maio 2015 08:15
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Peritos africanos e internacionais em matéria de direitos humanos e fluxos financeiros ilícitos estão reunindos em Joanesburgo, África do Sul, desde ontem, para uma conferência sobre as ligações entre a transparência financeira e os direitos humanos em África.

O evento, sob os auspícios da Global Financial Integrity (o mesmo que Integridade Financeira Global (GFI) em tradução livre) é realizado em parceria com a Friedrich-Ebert-Stiftung (FES) e o Instituto Internacional dos Direitos Humanos. O evento baseia-se na Declaração de New Haven de Direitos Humanos e Integridade Financeira (New Haven Declaração), que reconheceu que "os direitos humanos e a integridade financeira internacional estão intimamente ligados."

"Fluxos financeiros ilícitos são o único grande problema económico que assola o mundo em desenvolvimento", disse ontem o presidente GFI Raymond Baker, especialista a trabalhar há longa data em matérias de criminalidade financeira. "Investigações do GFI estimam saídas ilícitas de 5,5 porcento do Produto Interno Bruto (PIB) da África Subsaariana, mais do que qualquer outra região do mundo. Essas saídas estão a minar as estabilidades dos governos, a sufocar a mobilização de recursos internos, e a fomentar desigualdades económicas ".

Baker disse ainda que " grandes saídas de dinheiro ilícito agravam a pobreza e a dão campo à opressão em muitos países em desenvolvimento."

A conferência, que termina esta quarta-feira, realiza-se sob o tema "Transparência Financeira e Direitos Humanos em África: promover uma maior Oportunidade de Negócios em África através de Direitos Humanos e da transparência financeira", reúne responsáveis ??políticos, instituições multilaterais e da sociedade civil com vista a discussões considerando aspectos jurídicos, e canais académicos para alavancar essas conexões e efectuar a mudança, tanto dentro da África como no mundo.

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