Desconhecidos raptam e maltratam presidente da Associação de Defesa dos Polícias
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Escrito por Redação  
Quinta, 11 Janeiro 2018 21:36
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Numa acção considerada relâmpago, pessoas desconhecidas e a monte raptaram e submeteram a severos maus-tratos o presidente da Associação Moçambicana de Defesa dos Direitos dos Polícias, Nazário Muanambane, foi raptado no fim da tarde de terça-feira (09), na capital moçambicana, horas depois de o director-geral do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) ter afirmado que este tipo de crime e o tráfico de drogas estão controlados.

Nazário Muanambane, figura considerada crítica nas hostes da Polícia da República de Moçambique (PRM), devido ao alegado tratamento menos digno reservado aos policiais, foi raptado por volta das 17h, na Avenida Acordos de Lusaka, a poucos metros da sua casa.

Os malfeitores, armados e número de três, introduziram a vítima numa viatura e com ela seguiram viagem até ao bairro de Chihango, espancaram-na brutalmente e exigiram 16 milhões de meticais que supostamente levantara no dia anterior ao crime.

Refira-se que Chihango é um local que tem sido preferido por bandidos para prática de vários malefícios na cidade de Maputo, incluindo assassinatos à luz do dia.

Nazário negou dispor de tal quantia e na tentativa de se livrar dos seus agressores forneceu os seus cartões bancários e os respectivos códigos mas esta atitude de nada lhe valeu porque foi continuamente espancado. Ele só foi restituído à liberdade seis horas depois com ferimentos graves, sobretudo nos membros inferiores.

Até ao fecho desta edição, o sobrevivente encontrava-se internado no Hospital Central de Maputo (HCM). Reagindo ao caso, Orlando Modumane, porta-voz do Comando da PRM na cidade de Maputo, disse a jornalistas que os agressores de Nazário continuam a monte. Todavia, existe um trabalho com vista a neutralizá-los e, para o efeito, foi remetido um processo ao SERNIC.

A Associação Moçambicana de Defesa dos Direitos dos Polícias defende também os interesses de agentes reformados, falecidos, suas viúvas e seus filhos. A agremiação surgiu na sequência da extinção da antiga Associação dos Ex-Membros da Polícia da República de Moçambique, que era considerada menos abrangente e não cumpria o objectivo para o qual tinha sido criado.

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