Professora acusada de encomendar morte da sua mãe em Manica
Destaques - Newsflash
Escrito por Redação  
Segunda, 30 Abril 2018 08:02
Share/Save/Bookmark

Uma mulher é acusada de ter encomendado o assassinato da sua própria mãe, de 60 anos de idade, no distrito de Guro, província de Manica, supostamente porque era feiticeira.

Belinha Chazuca, de 33 anos de idade e professora afecta à Escola Primária de Bunga, contratou, segundo a Polícia da República Moçambique (PRM), quatro indivíduos – também detidos – para executarem o crime.

De acordo com os seus comparsas, ela responsabilizava a mãe pelo seu pretenso insucesso na vida e manifestou o desejo vê-la morta.

Um dos quatro cidadãos contratados para executar o homicídio, confessou que tirou a vida da anciã à noite e contou com a ajuda de um amigo, o qual disse que “a professora Belinha queria a sua mãe morta (...)”.

A anciã foi morta quando se encontrava a dormir, à noite, segundo o jovem a que nos referimos, argumentando que os seus comparsas não admitem ter participado na morte da senhora porque estão detidos e pretendem alegar que são inocentes.

Segundo ele, a própria mandante, Belinha Chazuca, não assume os seus actos porque já foi descoberta. “Ela disse que a sua mãe era feiticeira e devíamos matá-la”.

Consumado o acto, um dos integrantes apoderou-se dos bens da malograda e aguardou-os em casa da sua namorada, de nome Nelsa João.

Por sua vez, Nelsa narrou que o seu namorado, que responde pelo nome de Cardoso, não revelou que os bens que deixara em casa dela tinham sido roubados nem que ele participou no assassinato da senhora em alusão.

“Assustei-me quando a Polícia chegou e ouvi que na zona foi assassinada uma senhora”, cujo bilhete de identidade “achei na pasta da roupa que meu namorado trouxe”.

Mateus Mindú, porta-voz da PRM, relatou que a investigação prossegue com vista a apurar se Belinha Chazuca encomendou ou não a morte da mãe.

Apesar de não terem sido apanhados em flagrante, todos os acusados permaneciam detidos até ao fecho desta edição, porque a corporação acreditava são haver provas bastantes de que cometeram o crime de que são acusados.

Comentar


Código de segurança
Atualizar

 
Avaliação: / 0
FracoBom