Governo fecha acomodações das vítimas do lixo e da chuva em Maputo e na Matola
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Escrito por Redação  
Quinta, 24 Maio 2018 07:45
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Os centros de acomodação dos bairros Ferroviário e Albazine, na capital moçambicana, e os da Organização dos Trabalhadores Moçambicanos (OTM) e de Ndlavela, no município da Matola, foram encerrados. Porém, as autoridades transferiram algumas famílias para um outro centro localizado em Muhalaze.

Na cidade de Maputo, os centros em questão acolhiam as vítimas do desmoronamento do lixo no bairro de Hulene. No município da Matola, albergavam as pessoas assoladas pela chuva.

Ana Comoana, porta-voz do Governo, nas sessões do Conselho de Ministros, disse que 300 famílias foram transferidas dos centros de acomodação da Organização dos Trabalhadores Moçambicanos (OTM) e Ndlavela para Muhalaze.

Segundo ela, pelo menos 76 famílias receberam talhões para erguer as suas casas e está em curso um processo com vista a abranger o grupo em falta. N

a capital do país, os centros dos bairros Ferroviário e Albazine, ora desactivados, tinham sido abertos para acomodar 200 famílias afectadas pelo deslizamento do lixo que matou 16 pessoas na madrugada de 19 de Fevereiro passado.

Todavia, no Ferroviário ainda permanecem sete famílias cujas “casas continuam inundadas”, disse Ana Comoana, acrescentando que as restantes vítimas receberem 30 mil meticais cada do Conselho Municipal de Maputo para o arrendamento de residências, durante três meses.

A lixeira de Hulene, considerada um autêntico atentado à saúde pública, devia ter sido encerrada há bastante tempo. Contudo, todos os planos nesse sentido conheceram sucessivos adiamentos o local continua em pleno funcionamento. D

as 300 famílias que seriam reassentadas no bairro Possulane, no distrito de Marracuene, província de Maputo, a governante assegurou que 269 já assinaram os contractos para receberem talhões parcelados.

Recorde-se que, em Março passado, o Executivo anunciou um plano de reassentamento de 1.750 famílias que se encontram nas cercanias da lixeira de Hulene, na cidade de Maputo.

O programa está orçado em pouco mais de 99 milhões norte-americanos, menos do que o Executivo gastou na amortização das dívidas ilegais.

Na primeira fase abrangerá 400 famílias e está orçada em 21 milhões e 133 mil de dólares. Na segunda fase serão investidos 29 milhões de dólares para a transferência e o reassentamento de 500 famílias, enquanto a última fase abrangerá 850 famílias num investimento de 49 milhões de dólares.

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