Al Shabaab moçambicano reivindica em vídeo ataques em Cabo Delgado
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Escrito por Adérito Caldeira  
Quinta, 31 Maio 2018 07:48
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TVMUm grupo de cinco homens com vestes civis, turbante cobrindo a cara e empunhado fuzis de assalto Avtomat Kalashnikov modelo de 1947 (AK47) aparecem num vídeo divulgado pelas redes sociais reivindicado a autoria dos ataques que aterrorizam o Norte da província de Cabo Delgado.

No vídeo divulgado pela Televisão de Moçambique nesta quarta-feira 30 um dos homens, aparentemente o líder, afirma que: “Hoje estivemos em Mocímboa da Praia, e a iniciativa nós começamos assim aos poucos mas insha Allah acreditamos que Allah vai nos ajudar, porque como ele disse (palavras em árabe)”.

“ Allah vai nos dar apoio, não precisamos de apoio de ninguém porque somos capazes. Mas porque nós já iniciamos assim, insha Allah confiamos nele e Allah sempre nos estará a olhar”, acrescenta o homem que, segundo com a televisão pública, será um dos membros do movimento denominado Al Shabaab que tem protagonizado ataques a civis e enfrentado as Forças de Defesa e Segurança desde Outubro de 2017.

TVMApesar de aparentemente defenderem a ideologia islâmica um estudo de académicos moçambicanos sobre o grupo constatou que estes homens embora tenham propaganda baseada na recuperação dos valores tradicionais do islão, o islão actualmente praticado nas mesquitas dos distritos do Norte da província de Cabo Delgado “está degradado por isso eles entram nas mesquitas calçados e munidos de armas brancas, acabando por criar os seus próprios espaços de culto”.

O Sheik Saide Habibe, co-autor a par de João Pereira e de Salvador Forquilha, afirmou no lançamento do estudo, no passado dia 22, que este movimento apregoa o não reconhecimento da estrutura do Estado e a implantação da sharia da maneira como eles concebem.

“Acabar com a relação do Estado com as lideranças das mesquitas e impedir a educação formal das crianças e substituí-la por uma educação corânica, mudar atitudes e comportamentos das mulheres em termos de indumentária, para eles qualquer muçulmano, principalmente aqueles líderes religiosos estão na linha de fogo, são principais alvos deles”, aprofundou Saide Habibe.

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Actualizado em Sexta, 01 Junho 2018 09:23
 
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