Falsos inspectores detidos na Matola
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Escrito por Emildo Sambo  
Terça, 31 Julho 2018 07:20
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Dois homens que se faziam passar por inspectores afectos à Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) foram recolhidos aos calabouços, pela Polícia da República de Moçambique (PRM), no fim-de-semana, no município da Matola, onde pretendiam extorquir dinheiro num restaurante.

Um dos indiciados é inspector reformado do Ministério da Economia e Finanças (MEF) e o outro é contabilista.

Eles dirigiram-se a um restaurante, onde procederam à fiscalização sem autorização para o efeito, e após constarem algumas irregularidades inventaram uma multa de 180 mil meticais.

Na circunstância, os acusados constrangeram um dos funcionários do empreendimento e proferiram ameaças com o intuito de obter uma vantagem económica de 20 mil meticais, para anularem a suposta multa.

O valor foi negociado até 14 mil meticais, mas, na verdade, os presumíveis trapaceiros não receberam um tostão sequer, porque as negociações encetadas pelos gestores do restaurante não passavam de uma manobra de entretenimento, porque a Polícia já tinha sido accionada.

Os embusteiros foram conduzidos à 5a. esquadra e o outro elemento colocou-se em fuga, segundo a PRM.

Ali Mussa, diretor nacional de Operações de Educação, Cultura e Desporto na INAE, apelou aos agentes económicos para que exijam sempre credencial devidamente assinada e carimbada ou cartão de identificação do inspector.

Segundo eles, geralmente, os inspectores da INAE usam camisetas e bonés, os quais podem não ser trajados “dependendo da natureza do trabalho a fazer”, e as brigadas são compostas no mínimo por duas pessoas.

Num outro desenvolvimento, a fonte fez saber que de 16 a 27 de Julho prestes a findar, aquela entidade do Estado fiscalizou 561 estabelecimentos, sendo o grosso comerciais.

Foram detectou os mesmos problemas de costume: venda de produtos com prazo de validade para o consumo vencido, o que coloca em causa a saúde pública.

Este problema foi registado nas províncias do Niassa, Cabo Delgado, Zambézia, Tete e Inhambane.

Em Manica e Tete foram apreendidos cigarros contrafeitos, fonogramas e videogramas, disse Ali Mussa.

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