A seriedade de um pais vê-se em pequenas coisas, sobretudo na capacidade do Governo dar respostas aos problemas pontuais da sua população, tais como o acesso à saúde, educação, entre outros serviços básicos. Mas o que se assiste no nosso país é uma situação verdadeiramente clamorosa e preocupante. Não se justifica que, em 42 anos de independência nacional, os moçambicanos continuem a viver como indigentes e morrerem por falta de assistência médica e medicamentosa.

Aproximadamente 50 porcento da população moçambicana continua a consumir água imprópria e a situação é mais crítica nas zonas rurais. A população tem recorrido aos rios e riachos para beber, apesar de a construção de uma fonte de água não ultrapassar um milhão de meticais. Aliado a isso, está o problema relacionado com a falta de saneamento do meio. Todos os anos, centenas de moçambicanos morrem por causa de doenças hídricas, situação essa que se pode evitar, mas o Governo prefere investir em viaturas para este e aquele ministro ou deputado.

 

Nestes tempos em que o país vive uma crise sem precedentes provocada pelo Governo da Frelimo, através das dívidas contraídas ilegalmente em nome dos moçambicanos, um grupo de necrófagos que constituem o Conselho de Administração da empresa pública Electricidade de Moçambique (EDM) mostra, às escâncaras, todas as suas falinhas e já não disfarçam os seus insanciáveis apetites pelo dinheiro público.

Actualizado em Sábado, 12 Agosto 2017 09:38
 

Os nossos leitores elegeram os seguintes Xiconhocas na semana finda:

 

Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

 

Não é necessário um aturado estudo para perceber o quanto a corrupção tem vindo a ganhar proporções alarmantes neste país, basta olhar para os lados. Aliás, quase todos os dias, são reportados casos de corrupção envolvendo particularmente os dirigentes moçambicanos, e a ideia que sobressai é de que somos um país de corruptos incorrigíveis. A imagem que transmitimos é de que somos um país onde os roubos e os saques aos cofres do Estado tornaram-se numa prática reitirada. E, diante de todos esses casos, desde a burla qualificada da EMATUM, Proindicus e MAM até às comissões no negócio da compra de aeronaves da Embraer pela LAM, tudo indica que alguns moçambicanos têm vocação para o roubo ou saque do erário.

 

Os nossos leitores elegeram os seguintes Xiconhocas na semana finda:

 

Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

 

A falta de seriedade do Governo de Moçambique é, sem dúvidas, bastante preocupante e coloca a dignidade dos moçambicanos bastante debilitada ao nível do mundo. Recentemente, o Governo anunciou que vai dar um calote, ou seja, não vai pagar a segunda prestação de juros dos Títulos da Dívida Pública, denominados “Mozambique 2023 Eurobonds”, prefazendo, assim, o quinto calote dado pelo Executivo de Filipe Nyusi, que, por cumplicidade, decidiu assumir como dívida dos moçambicanos as dívidas inconstitucionais e ilegais contraídas por obscuras empresas públicas, nomeadamente Proindicus, EMATUM e MAM.

Recorde-se que este último calote é dado depois da Mozambique Asset Management (MAM) ter falhado as duas primeiras prestações do seu empréstimo, e da Proindicus também não ter honrado amortização do seu empréstimo, e do Governo ter dado um calote de 59.756.599 dólares norte-americanos a 18 de Janeiro aos detentores dos “Mozambique 2023 Eurobonds”.

 

Os nossos leitores elegeram os seguintes Xiconhocas na semana finda:

 

Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

Actualizado em Sexta, 28 Julho 2017 08:27