O Chefe do Estado, Filipe Nyusi, devia ser um homem acima de qualquer suspeita e solícito para os seus “patrões”, mas não é assim.

Desde que um grupo inspirado na doutrina islâmica, denominado Al Shabaab, actua no norte de Moçambique, desde Outubro de 2017, causando terror e matança na província de Cabo Delgado, ainda não ouvimos a posição do Comandante-Chefe das Forças Armadas. Porém, ainda é tempo de Filipe Nyusi se emendar.

 

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A onda de terror na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, cresce de forma assustadora. Nas últimas semanas, sete pessoas foram assassinadas na aldeia de Naunde, no distrito de Macomia, outros dez cidadãos foram decapitados no passado dia 27. Os crimes são perpetrados com armas brancas, do tipo catana.

O grupo supostamente constituído por jovens, para além de destruir residências, assaltou estabelecimentos comerciais, uma mesquita e uma unidade sanitária, onde se apoderaram de diversos medicamentos. Apelidado pelos locais de Al Shabaab, este movimento de jovens aparentemente sem rosto tem vindo a intensificar as suas incursões colocando à prova a Polícia moçambicana e as Forças de Defesa e Segurança, que parecem desnorteados. Devido a essa situação, centenas de pessoas já começam a abandonar as suas habitações.

Actualizado em Sábado, 09 Junho 2018 09:23
 

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O regime mercantilista da Frelimo continua descaradamente a empurrar o país para a desgraça. Há quatro décadas no poder, o desenvolvimento de Moçambique continua eternamente adiado, ou seja, presentemente, o nosso país é um dos mais infame na face da terra, fruto de má governação mesclada com a incompetência aguda.

 

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Há sensivelmente oito meses, dava muito gosto circular pelas artérias da cidade de Nampula. A impressão que ficava é o edil assassinado, Amurane, e a sua equipa tinham um projecto sério de tornar Nampula na cidade mais limpa do país. Porém, a situação hoje é lamentável, pois subitamente as ruas foram invadidas por todo tipo de negócios.

Presentemente, quem caminha pelas principais artérias, para além de disputar os passeios com as viaturas, é forçosamente obrigado a dividir os mesmos com vendedores informais que fazem deles os seus postos de trabalho. São pessoas que incansavelmente “mendigam” o pão diário. São, na verdade, cidadãos à mercê de uma justiça social excludente e desactualizada. Na sua maioria, são pessoas oriundas dos bairros limítrofes pobres. Vendem de tudo, desde cebola, passando pelo vestuário e calçado até aos telemóveis e os seus mais diversos acessórios, sob olhar impotente da edilidade.

Actualizado em Segunda, 28 Maio 2018 08:08