Editorial
Escrito por Redação  
Sexta, 29 Setembro 2017 08:49
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No seu discurso da cerimónia de abertura do XI Congresso do partido Frelimo, o Presidente da República, Filipe Nyusi, afirmou que o combate a corrupção é o mais urgente e vital de todos os desafios no seu partido e no governo. Porém, o discurso de Nyusi não passou de mais um discurso vazio e cheio de boas intenções para os jornalistas presentes no evento ouvirem, anotarem e reportarem. Os cidadãos menos atentos e sem nenhuma noção crítica devem ter achado louvável, quando Filipe Nyusi disse não pode haver tolerância com a ilegalidade, o suborno, a extorsão e todos os outros desmandos e que a Frelimo não pode permitir que se feche os olhos a esses abusos.

Porém, um mero olhar para a actual situação que o país atravessa é notório que as palavras do Presidente da República não passam de um emaranhado de ideias sem nenhum alcance. Ou seja, o discurso não traz novidade nenhuma e reflecte meras intenções do Chefe de Estado, pois é sabido que a corrupção tem vindo aumentar no seu do governo da Frelimo.

Embora o congresso não seja um espaço onde Presidente pudesse tomar medidas contra os seus “camaradas” envolvidos em esquemas de corrupção, mas esperava-se que Nyusi olhasse para o momento como uma oportunidade para apresentar as iniciativas com vista a eliminar focos de corrupção que tem o seu epicentro no partido. Não há dúvidas que de retórica e frases feitas os moçambicanos estão cansados. O que o povo precisa é de actos concretos com impacto no seu dia-a-dia.

A título de exemplo, esperávamos que o presidente do partido no poder fizesse menção ao maior escândalo de corrupção que precipitou a crise económica e financeira que presentemente os moçambicanos sentem na pele. Mas Nyusi terminou o seu discurso saudando o seu antecessor, Armando Guebuza, justamente o aquitecto e projectista das dívidas contraídas sem o aval do Parlamento.

É, no entanto, caricato ouvir o Presidente da República encher o peito para dizer que não podemos tolerar a corrupção e que esse grau zero de tolerância deve começar no seio do partido e no seio dos militantes, deve ser um exemplo, em qualquer posição, em qualquer circunstância. Quase todos os dias, assistimos um grupo de “camaradas” a espoliar os cofres do Estado e continuam impunes. Portanto, só falar que há intenção de acabar com a corrupção é um acto de covardia aguda.

Comentários   

 
0 #1 feliciano 30-09-2017 00:56
Qual esse tolerância zero a corrupção, se a corrupção está no gabinete do presidente, e quêm não o pratica deve perder emprego neste dia? Não bom calar-se e ir fuder sua esposa se não tem discurso? Essa tolerância zero deve começar agora porquê? Antes toleravam a corrupção? O senhor esperava que a tal corrupção amadureça para vir proibir agora? O nyusi não conhece na LAM? Lá se fez madumbe? O nyusi não conhece buchili? Que trabalho está a fazer? E o chang? Que fedapuuuuta de presidente é esse?
Daquí a pouco não queremos ouvir que setina titosse foi presa, primeiro queremos guebuza na cruz, depois aquele senhor ministro de defesa na era guebuziana, para ir ser entregue ao povo de munhava na beira , lá haverá ranger de dentes em 7 segundos só. Sem isso setina não fez mal apena imitou os grandes corruptos.
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